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Pelo direito de ser você mesmo nas redes sociais

Estou escrevendo isso para expôr a minha opinião depois de uma discussão - que pelo que observei, na boca de alguns saiu mesmo foi uma uma cadeia de achismos e falso moralismo - sobre como se agir nas redes sociais, já que agora elas são fontes de observação dos RHs de empresas para seleção de emprego, sem falar que até mesmo o próprio chefe ou assistente lhe adiciona para ficar mais "atento" ao que o seu precioso empregado faz. E me desculpem, mas isso para mim não é indicativo de que é preciso mais "maturidade" no uso das redes sociais. Isso me soa mais como cerceamento da liberdade de expressão.

É fato: está nas redes sociais quem quer, e cada um fala o que quer. E claro, como na vida real, concordo que todo mundo seja responsável pelo que fala. E para mim isso é importante: ter opinião, doa a quem doer. Muitas vezes o que percebo é que sempre quando fazem pressão lembram que nossos perfis em Facebook e Twitter são vigiados consultados pelas empresas, isso faz com que não apenas "tome mais cuidado" com o que posta, isso faz com que muitos construam uma imagem daquilo que não são. E isso me faz pensar: afinal, as empresas estão me contratando pelas minhas capacidades de trabalho, ou estão comprando a minha personalidade?

No caso mais específico deste que vos escreve, um estudante de jornalismo, a coisa é ainda mais complicada. Quero contar um caso meu: lembro bem que em uma entrevista de estágio que eu tive, a entrevistadora ficou chocada porque eu tinha no currículo que participava do site Gay.com.br. Ela sequer falava o nome do site, ela sempre se referia a ele como "esse site". Não sei se estou sendo muito idiota, ou pedante, mas se eu ouvisse uma pessoa dizer que participava de um site de notícias com um lado forte de ativismo (direitos humanos/gays) escrevendo notícias, e de graça, eu já pensaria que a pessoa tem comprometimento com o que gosta, não? E eu gosto de escrever, e informar pessoas, repassar notícias no processo. E ouvir respostas sobre elas também. Mas enfim, não fui selecionado. E pode parecer mania de perseguição, mas para algumas empresas, onde os contratados precisariam ter um visual mais "clean" e "normal", com certeza eu fui rejeitado pelos posts que fiz aqui (o aviso de 18 anos espanta muita gente, tenho certeza) e porque colaborei em um site gay. Isso e meu visual nada convencional - o black power. Definitivamente não é em qualquer empresa tacanha que eu trabalharia, porque eu sei que há muito preconceito sobre o que sou por conta do que posto no blog, site, ou nas redes sociais. E não pensem que ao falar isso eu tiro a minha responsabilidade sobre o que falo, muito pelo contrário. Se eu falo, faço questão de que saibam que eu falei. Dou minha cara à tapa. Tanto que é minha foto, meu e-mail (pessoal) e perfis de redes sociais que estão linkados aí do lado. Não estou me escondendo atrás de perfil fake.

É engraçado: como jornalista, eu deveria ter a responsabilidade de não me calar diante de um fato, mas vejo que determinadas empresas não respeitam isso. Daí eu lembro do caso do jornalista Felipe Milanez, que foi demitido do cargo de editor da revista National Geographic Brasil porque ele twittou palavras de repúdio contra a matéria da Veja chamada "A farra da antropologia oportunista". Tal matéria falava - no melhor "estilo Veja", como devem imaginar - sobre a demarcação de terra dos indígenas e de quilombolas, e foi vista com muito desagrado pelos antropólogos, lembro  até que um professor meu inclusive passou um começo de aula inteiro vociferando contra tal texto. Ambas as revistas são de responsabilidade da Abril, e após o acontecimento, uma penca de jornalistas ficaram indignados com tal demissão. De início Felipe Milanez parece que ficou chateado com tal situação, mas depois disse:

"Não estou arrependido porque nunca imaginei que minha opinião pudesse causar uma reação tão drástica. Talvez eu tenha sido ingênuo, mas quem defende índio tem que estar com a cabeça preparada para levar paulada".

Não posso mentir... Admiro muito esse cara. Foto: Laís Souza.

E penso: será que hoje Felipe Martinez está remoendo essa situação até hoje? Quem saiu perdendo? A fama da revista Veja está aí, tem gente que não hesita em dizer que o seu conteúdo é completo desperdício de tinta e papel. Milanez é advogado e mestre em ciência política numa universidade francesa. Morrer de fome ele não vai. É questão de princípios, de preservar seu direito de falar, ter expressão. Mas tem gente que abdica disso pra parecer "normal", ou de pelo menos manter seu empreguinho. Cada um sabe quanto vale a sua moral... $$$$$$

Não vou dizer que nasci sabendo tudo de redes sociais. Desde meu primeiro blog em 2003 até aqui aprendi muita coisa. Eu já fui troll sem querer. Já abusei do linguajar. E sim, já postei coisa indevida no Facebook, mas quem não erra? Todo mundo aprende, todo mundo muda. Eu mesmo não posto tuuuuuuuuudo o que penso, mas também não sou hipócrita de apagar e fingir que não falei, como muita gente faz. Não acho absurdo que usem isso como instrumento de escolha para empregados, cada empresa tem a sua "linha", mas acho meio imbecil tantar definir qualquer pessoa por conta de sua página pessoal. É como se vissem todas as pessoas como babacas que não sabem que um trabalho tem suas responsabilidades, como se tentassem privá-las de ter uma vida própria. Pessoas são pessoas, não uma extensão da empresa. Acho isso uma coisa maligna!

Se for o caso de ficar observando perfis de pessoas "perfeitas", eu conheço alguns que, literalmente, não devia nem conviver em sociedade, mas está muito bem num emprego porque, além de ter uma retórica de fazer inveja, sabe esconder os "podres" como ninguém, porque se soubessem a verdade, nunca que tais pessoas entrariam em quaisquer empresa. Mas enfim, abafa o caso... E tenho certeza que todo mundo conhece algum colega de trabalho que beira a psicopatia, mas que está onde está porque beija o chão que o chefe pisa. Alguns podem me dizer "ah, mas para se dar bem, precisa fazer isso". Será? Será que eu tenho de vender minha opinião própria em nome da carreira? Até onde uma pessoa precisa abdicar de sua identidade, de sua ética, para manter o ganha-pão?


Pode não parecer para alguns XD, mas eu tenho planos de onde quero trabalhar um dia. Nunca escondi de ninguém que adoro trabalhar com cultura, e não é pretensão de ficar escrevendo sobre artistas globais ou coluna social. Eu não escrevo sobre bara ou BL por conta de "pornografia", eu nem considero isso pornográfico - não sei se já postei sobre isso, mas se for o caso, escrevo sobre isso em breve - e eu já vi muita gente torcendo o nariz para esses posts e achando que eu fosse um pervertido. E eu conheço jornalistas que postam conteúdo da página infâme "Orgulho de ser Hétero" do Facebook e que sai muito bem com isso, afinal é "normal" um homem postar fotos de mulheres sensuais. Será que se eu postasse foto de mulheres de biquini e posasse de heterossexual eu seria levado mais à sério? Mas enfim, se até Waldomiro Vergueiro, segundo ele próprio quando veio até Manaus para falar no Café Intercom, é visto como alguém que decidiu fazer estudos científicos dos quadrinhos como desculpa pra ler gibi na universidade, que eu posso fazer?

Por fim eu quero deixar claro uma coisa: continuarei usando Facebook e Twitter como uma ferramenta para me comunicar com os MEUS amigos e leitores. Estes, assim como eu, AMAM falar de homens bonitos, quadrinhos, games, yaoi e bara. E não são alienados ou imaturos, já que junto a isso discutimos em paralelo coisas que acontecem no país e no mundo. Acredito que as redes sociais são para isso: é um espaço para discussão de coisas sérias sim, mas para diversão também. Quem me adiciona e não gosta de quaisquer coisa dessas que posto, me exclui. E eu acho isso ÓTIMO, porque só sobram os nerds e pessoas legais, que não tem o cX preso com determinados assuntos. Creio que meus perfis nunca me deram problemas demais, só no caso de empresas muito tacanhas, mas caso eu perceba que minha liberdade de expressão está sendo oprimida, cometo um "Facebookcídio" imediato. Pra mim é oito, ou oitenta... Não vale a pena criar um perfil pessoal que você não pode, bem, ser você mesmo! E como é bem dito, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", e é isso que admiro nas pessoas. Se determinadas empresas não suportam que alguém tenha uma vida própria além daquela imagem do empregado alienado, bem, não fui feito para elas. Eu sou capaz sim, de abraçar uma empresa e trabalhar nela com todo afinco - sonho da minha vida é escrever pra uma publicação como a CULT ou para alguma revista de cinema ou de cultura gay/nerd/otaku/jovem/whatever - , mas ela deve acreditar também em mim como pessoa, não como mero instrumento de lucro.
 
 

"Klyuch"

Post-desabafo... Se estiverem procurando coisas de bara, cliquem aqui e deixem esse post de lado... XD

"So what's wrong with the Blueberry Pie?"
"There's nothing wrong with the Blueberry Pie, just people make other choices. You can't blame the Blueberry Pie, it's just... no one wants it."
 

Eu não sei se, hoje em dia, eu não acredito no amor ou se, de fato, eu não acredito é nas pessoas.

Aliás, falar de amor é até complicado, já que eu nunca estive em um relacionamento. E quem eu amei de verdade nunca vai retribuir isso de volta. Bem, não do jeito que eu gostaria... Muitos reclamaram pra mim que eu estou na minha situação de hoje porque sou muito "exigente", muito "pedante"... sei lá, pedir que a pessoa me respeite é muito pedante? Falo isso porque eu percebo um padrão muito, muito decepcionante sobre as pessoas que eu já gostei: nenhuma retribuiu, nem por um mínimo, os meus sentimentos. Nesse caso que eu citei nem tinha como, ele é heterossexual. Mas nos outros foi diferente: vez ou outra eu sempre fui motivo de piada pra eles - daí vale relembrar a minha sina de que, sabe Deus porquê, algumas pessoas riem de mim do nada, me olham e riem, algo que nunca entenderei na vida.

Muitas vezes eu relevei muitas coisas que estes me faziam e me feriam porque, segundo alguns, para se gostar de alguém precisa gostar até dos defeitos dela. Isso e outros "conselhos" muito bons... *percebam a ironia aqui* O problema é que, quanto mais eu tento me "encaixar" no que as pessoas dizem ser o perfil de relacionamentos de hoje, menos contente eu fico. Definitivamente isso não serve pra todos. E não, não estou dizendo que sou "bom demais" pra isso. Pelo contrário, acho que eu sou ruim demais, azarado demais pra não me encaixar nisso. Se eu fosse "igual" aos outros, talvez eu fosse bem sucedido, o problema é que não sou. Mesmo.


Ao me ver sempre quase lambendo o chão que alguém pisa, esperando que alguém me perceba, quem acabou percebendo uma coisa fui eu: eu tenho o "dedo de merda". Tais pessoas nas quais demonstrei certo interesse nunca me respeitaram, algumas ostensivamente fugiam de mim. Outras, pior, me deixavam como estepe, ficavam dando corda o suficiente só pra me ver atrás delas, e me deixando sempre confuso ao agirem de outro modo quando eu chegava mais perto. E hoje, ao ver isso acontecendo mais uma vez, me perguntei: por que as pessoas são assim?

E cansei. Novamente. Não estou dizendo que "oh, nunca mais me apaixonarei nessa vida". Eu estou bem aberto a isso, o problema é que parece que as outras pessoas não querem. Ou talvez seja eu quem não mereça enfim. Não sei. E, por ora, nem quero saber. Não é drama, infelizmente ninguém vai saber o que passo sem estar na minha pele. Só eu sei como é divertido ouvir de alguém que ele só se aproximou porque na época ele não tinha muita auto-estima e aceitava "pegar qualquer coisa". Também é maravilhoso ser rejeitado pela sua raça. Ah, claro, estou me fazendo de coitadinho agora, então melhor parar...

Daí chego ao meu ponto: tem gente que está cansada de me ver twittando, elogiando ou compartilhando fotos do Tom Hiddleston. É porque, pra mim, ele é a única pessoa que vale a pena admirar. Loucura? Sei lá... Encaro mais como coisa de fã mesmo. E não posso mentir, ele - assim como o Takeshi Kaneshiro - é a personificação do que eu gosto de uma pessoa: muito educados, letrados, muito palhaços (eles ririam comigo, não de mim)... E eu sei que pessoas famosas não mostram tudo o que são, talvez toda a educação seja uma farsa, eu sei bem disso. Mas, e daí? Tipo, agora eu meio que entendo gente que prefere pensar que é casada com um personagem de anime ou de livro - fãs de Mark Darcy, essa é pra vocês! Hahahaha... - para alguns a realidade é... inconcebível. Se amar é algo que "não existe", é preferível se dedicar a algo que realmente te faça feliz, valha a pena, não? Uns cuidam de bichos, outros se dedicam ao trabalho, à comida... Meus maiores amores continuam sendo os filmes e livros. Pessoas acho que não valem a pena tanto trabalho agora... E acreditem, não falo isso com um sorriso no rosto. Pelo contrário, é na voz de um derrotado.

Uma coisa é você se achar acima de tudo e todos, que ninguém é bom o suficiente pra você. Outra é você perceber que outros aos poucos demonstram que você não é bom pra eles, por fim pra ninguém. E isso acontece várias, e várias, e várias, e várias e várias vezes seguidas. E claro, como tudo nessa vida, como o bullying que sofri por muito tempo, a culpa é minha. Eu não tenho muita auto-estima. Eu não tenho inteligência pra escolher as pessoas certas. Eu sou muito "inocente". Eu sou muito "esquisito". Eu sou muito besta. Bem, acho que ao menos nessa parte estão certos. Eu sou muito idiota de esperar por uma coisa que obviamente não virá - não, esta não é uma deixa pra que digam "aaaah não, vem sim... um dia vem!" - e provavelmente sempre serei. Até hoje sofro por uma história que obviamente a outra pessoa esqueceu, que aliás acho que nunca ligou. Mas enfim, até a pessoa mais imbecil dessa face da Terra sabe que persistir no erro é burrice. Então, prefiro me ater hoje ao real, e pra mim a real é que eu tenho de me dedicar a coisas melhores, que me façam mais feliz. E talvez um relacionamento não seja uma delas. Cansei de ser o palhaço particular de alguém. Quero apenas as coisas boas... Ponto final.


Notícias bara: histórias traduzidas de Takeshi Matsu e Go Fujimoto (18+)

AVISO: Post com conteúdo adulto, possivelmente com imagens de nudez masculina, sexo e homossexualidade. Se não gosta, não prossiga!

É oficial: já tenho data de entrega do primeiro capítulo do TCC. Não vou poder postar como antes... T^T OK, já não posto com a frequência de antes faz tempo, mas espero que os poucos visitantes fiéis que me sobraram saibam que ainda podem contar com este blog. =)

Enfim, dias atrás saíram ótimas traduções por conta do blog Bara Translations que eu venho compartilhar: a primeira é a de título singelo "Ah yes, Iwaki's Apartment for Youth!!" (adoro esses títulos com onomatopeias pervas LOL) do Takeshi Matsu. A história: Yoshi, Sarutobi e Inumaru são três estudantes universitários que vivem em uma república administrada por Iwaki, que parece ser uma pessoa bem rígida apesar de ser um homem um tanto imaturo pra sua idade. Os senpais do trio protagonista pediu que estes distraíssem Iwaki para que eles pudessem se encontrar com garotas. A distração era para ser apenas um jantar com muita bebida, mas o que acontece quando três jovens um tanto inexperientes e um quarentão bem afeiçoado - e com um DVD pornô gay - é algo além do esperado.

A história não é lá muito profunda, mas é bem divertida. É legal ver três universitários experimentando uma primeira vez de um modo tão "descompromissado"... Tudo bem que por ser quadrinhos é lá meio fantasioso, mas ainda assim é divertido. Alguns podem gostar da "verossimilhança" com alguma experiência que tiveram em repúblicas...


A segunda história indicada é "The Fated Key" do ótimo Go Fujimoto, um mangaká bara que ainda estou devendo um texto sobre. O raw (original) desse mangá é até já bem conhecido pela net e fóruns bara da vida pelo nome de "Police Orgy".

Tudo se passa em um clube de sexo onde as pessoas desempenham papéis de policiais e prisioneiros. Geralmente os papéis aparecem por conta de um sorteio: cada um escolhe uma chave, abre um armário que, dependendo das roupas que lá se encontram, você ganha o papel. Uns escolhem ser prisioneiros (passivos) diretamente. Nós acompanhamos um homem (não tem nome) que tirou a sorte grande: conseguiu a chave de um armário com uma fantasia de policial. A surpresa é que ele nem imagina da existência de um novo "papel" no clube, e que ao entrar ele vai ter que se submeter...

Eu posso estar me empolgando por pouco na visão de alguns, mas achei essa história um dos melhores bara que já li. A história tem um tipo de reviravolta que não é muito comum nos bara, deve ser por isso que gostei. Altamente recomendado!


Para baixar as histórias, é só clicar nos seguintes links. Lembrando que as histórias foram traduzidas do original para o inglês:

E já que falamos em Takeshi Matsu, lembrei de uma coisa: houveram algumas pessoas que se dispuseram a traduzir o final de "More and More of You", mas até agora elas não deram resposta sobre se conseguiram traduzi-la ou não. Um disse que ia publicar no seu próprio blog, ou outro blog, não sei... Enfim, ainda espero que alguém consiga traduzir, caso nenhuma tradução tenha saído na internet. Enfim, continuo deixando o espaço aqui do blog aberto para isso. See ya! =)

Feliz dia dos professores, meus professores! =)


Resolvi não deixar o dia de hoje passar em branco. Mas em vez de ficar falando coisas dos meus professores para simplesmente ficar puxando o saco, vim dizer que decidi escrever isso porque comecei a refletir algumas coisas. Então, o que eu andei pensando sobre professores eu vou jogar aqui, espero que não saia tudo muito aleatório. E que saia sincero.

Como alguns já devem saber por conta de posts ou tweets por aí, minha família é cheia de professores. Bom, na verdade, TODOS são formados em pedagogia, ou no mínimo o magistério. Todos são ou já foram professores. Talvez por conta disso eu tenha um pouco mais de consciência no que se trata em se relacionar com professores, ou até mesmo como tratá-los. Tem gente que acha que, sumariamente, todo professor deve ceder aos seus caprichos. É a visão de que bom professor não é aquele que mostra o caminho, mas que percorre o caminho junto, carregando o coitadinho do aluno, se possível. O professor que parece mais uma babá, e ai dele se ele não ceder aos caprichos dos "fofinhos" que ele tem que cuidar, né?

Lembro de uma professora no ensino médio que todos odiavam. E que todos não faziam média para dizer que a odiavam. Uma vez, numa aula para as turmas inteiras do ensino médio, eu presenciei um verdadeiro bullying de uns duzentos alunos contra uma professora. Não vou dizer que ela era perfeita, ela utilizava um tipo de linguagem que a fazia soar um tanto arrogante. Mas fora isso, não via nada errado nela. Ficava pasmo em como a tratavam mesmo. É como se para alguns professores não tivessem sentimento algum. Daí lembro de outra história, que foi quando tal professora cortou o cabelo. O corte ficou péssimo, e todos os alunos, TODOS, faziam questão de rir disso. Eu achei engraçado, mas me contive, até porque acho muito rude. E não, não estou me julgando melhor que ninguém, mas tipo, não há como eu achar lamentável um comportamento desses. Educação parece que não tem mais importância nenhuma, né?

Se tem uma coisa que aprendi aqui em casa é que, por mais que se odiasse o professor, era preciso respeitá-lo. Era a autoridade na sala, pelo menos. Eu confesso que a história de autoridade, quaisquer que ela fosse, nunca me agradou. Talvez por ser criança, embora eu questione até hoje porque eu tenho de respeitar autoridades como militares, a polícia... Muitos desses são mais estúpidos e problemáticos do que outros, mas enfim, esse não é o meu ponto. XD O que quero dizer é que, apesar de eu achar que é possível questionar professores, desde que se tenha um ponto (e educação suficiente para tal), acho que um mínimo de respeito é necessário. Lembro de um caso da faculdade em que certas alunas quiseram protestar contra uma professora que, supostamente estaria prejudicando a sala inteira. Odeio esse povo que se dispõe a falar em nome da sala. O problema que era até pequeno e fácil de resolver - a professora tinha dado conteúdo muito em cima da data da prova, bastava uma conversa pra tentar adiar a data do exame -, virou uma putaria. Denunciaram que a professor preferia "contar histórias de sua vida" do que dar aulas. Eu acho que esse povo nunca viu professores que realmente gostam de sua profissão - no caso, ser jornalista - e que gostam de dividir casos que podem ou não acontecer com a gente. Enfim, as denúncias eram as mais rasteiras possíveis, coisa de gente que mal sabe tratar os outros, imagine quem tenha autoridade por conta do saber. Aliás, quem hoje em dia respeita mesmo os professores?

Não vou dizer que fui a pessoa mais simpática para professores. Muitos penaram comigo, eu sei. Mas quem não faz besteiras enquanto cresce, não é? É a mesma coisa do que aprender a crescer em família e sociedade. Em parte, acho que foi isso que me motivou a escrever... queria agradecer a todos os professores de minha vida. Os de casa, por sempre me deixarem muitos livros - muitos MESMO - disponíveis para mim, me dando esse amor pelas palavras, e por servirem de exemplo, mostrando-me o que é ser mesmo um professor. Muitas das minhas tias me levavam para vê-las ensinando, achava o máximo... Em parte, acho que adquiri delas essa verve de repassar o que sei, de dar subsídios para fazer os outros pensarem, discutir... Tentar moldar mentes mais jovens - tentar, não empurrar goela abaixo, dando uma chance de argumentar contra ou à favor - para que elas percebam o que tem em mãos e o que podem fazer para tentar melhorar o mundo para todos. Eu sou do tipo de pessoa que acredita que todo mundo pode fazer a diferença, seja professor ou não. Para isso, tecnicamente, que eu venho postar no blog e para isso que quero escrever. Agradeço também aos professores de todos esses anos de estudo - ensino fundamental, médio e superior - que me deram uma outra visão do mundo também. Adoro professores que além de nos dar opiniões, também pedem (e ouvem) as nossas.

Se possível, gostaria de nomear dois professores - não é bajulação, nem uma tentativa de hierarquizar os professores que tive - que me marcaram muito e que adoraria saber como estão: a professora Lourdes da alfabetização que, de uma maneira ou outra, serviu pra me dar um choque de realidade da vida. Sei, é complicado falar disso de uma professora de alfabetização, mas é verdade. Uma das poucas professoras a observar o meu potencial criativo - e o de que eu não seria uma pessoa fácil, mas enfim, nem ela era. XD Outro que agradeço é o professor Ivan, porque professor inesquecível é aquele que faz a gente simpatizar - não exatamente amar LOL - com aquela matéria que a gente odeia. No meu caso, matemática. Já esqueci uns 80% do que ensinou, mas ele é a prova viva de que qualquer um aprende matemática, MESMO! Sem falar que, durante anos de xingamentos e ameaças por conta dos alunos - sofria bullying na frente até da diretora e nada era feito, afinal a "culpa" disso era "minha" - ele foi o único que me defendeu, e na frente daqueles que me ofendiam. Foi o único professor que fiz questão de tirar foto na formatura e que adoraria reencontrar. Aliás, adoro reencontrar professores, ao menos os que gostei XD, mas morro de timidez, como sempre, daí não falo muito. Mas é sempre muito bom. Apesar de achar perigosa essa ideia, porque é dela que vem a ideia do "professor-babá", os professores marcam a vida da gente de qualquer maneira, podendo influenciar de uma grande maneira. Que no dia de hoje as pessoas reflitam em como a educação e o conhecimento precisa ser valorizado, e que um mínimo de agradecimento sincero chegue aos corações daqueles que mostraram as mil possibilidades de quem nós poderíamos ser.

Grande professor Ivan. Queria saber como ele está...

Notícias bara: novo fórum bara, glória 3x glória!!!

A periodicidade dos posts aqui está cada vez pior... Mas vamos ao que interessa.

Lembram que eu chorava horrores pelo fim do The Bara Forums, que além de ser um ambiente muito divertido, era onde eu mais conseguia informações de histórias novas e ilustrações em geral? Pois é, decidiram criar um novo fórum para fãs de bara. E dessa vez um fórum com cara MESMO de fórum, não aquela coisa horrenda que é o 4chan (falo do Baraspot.org, que não sei porque está off faz um tempinho...).
O fórum, chamado simplesmente de Bara Forums foi criado faz um tempinho creio eu, já que tem um bom número de gente cadastrada já. Ele é bem similar ao The Bara Forums, na verdade, boa parte dos que frequentavam o fórum naquele tempo estão nesse também.  Eu me inscrevi mês passado e não consegui usar direito - acho que não tenho mais tanto tempo pra gastar em um fórum direto - mas cavocando um pouco percebi que os posts que estão bombando são os de ilustrações e os de conversa entre fãs. Porém, a área mais popular seria a de RPG, onde os pervos incorporam certos personagens para, bem, exercitar sua imaginação e libido. ^^

Agora, se me permitem filosofar: sim, eu demorei pra descobrir o fórum, mas não foi por falta de procura. Parece-me que muitos tentaram deixar esse link meio que "fora de vista". Pelo que li, alguns até estão tentando conservar certos endereços de scanlations de bara, coisa que já é rara, em segredo. Não entendo o porquê dessa postura, eu só sei que lamento... 
Mas enfim, foquemos no que é bom. Como devem imaginar, o fórum é de língua inglesa. Antes de tudo, leiam as instruções de como usar o fórum direitinho, coisa básica pra evitar confusão... E se quiserem, me dêem um olá por mensagem caso me encontrem online por lá. Assino como Diego Hatake. =) Sem mais delongas, cliquem na imagem abaixo e se cadastrem no fórum!

Bara Forums