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Christina Aguilera de volta... MESMO!


Essa foto acima é da época "Dirrty". Pra ser mais preciso, era 2003, e Christina Aguilera estava no tapete vermelho do GLAAD Media Awards ostentando, além de um cabelo escuro, uns quilinhos a mais. E isso na época foi um choque, já que antes a moça era praticamente raquítica.
Eu sempre mostro essa foto pra dizer o quanto eu achava - ainda acho - a Christina mais bonita um pouco mais cheia. Ela ganha corpo, ganha peitos, acho realmente lindo mulheres curvilíneas - homens também, diga-se de passagem. E ontem esta mulher me lança o clipe de "Your Body" que, sem mais delongas, recomendo que vejam:


Com um clipe absurdamente kitsch, cortesia da diretora kitsch Melina Matsoukas, Christina Aguilera está de volta. A música é viciante, já estou cantarolando os "oooooooh" e "tchururururu" aqui, mas o mais impactante é o visual da cantora.
Por mais que possa parecer patético falar do físico de alguém com uma voz feito a dela, não falo isso por nada... É que em tempos em que as pessoas só faltam enfiar a cabeça, e o resto do corpo, em um buraco por estar uns quilos acima do "ideal", Christina Aguilera não tá neeeem aí. A moça usa um vestido que deixa NADA pra imaginação. E coladíssimo, mesmo que ela esteja cheinha. Christina Aguilera sambando na cara da sociedade, especialmente na cara das recalcadas que choram dizendo que "Born This Way" é seu hino de auto-estima mas criticam outras cantoras por conta de estarem acima do peso. Enfim, WELL DONE Christina, pise em todo mundo com seu salto rosa NADA discreto! Bota pra f*der!!! ò.óv

Enfim, pra resumir minha opinião sobre o clipe novo - me desculpem pela frase pobre de criatividade, mas é a que mais expressa o que sinto - : Xtina, assim você me mata, menina... Taquepariu! *o* Mal espero ter o disco novo em mãos...

A ditadura da beleza: gays como vítimas


Hoje li uma matéria interessante no site Gay Star News que gostaria de comentar e dividir com quem passar por aqui.
Ao ler o texto, que é o desabafo de um bissexual, me lembrei de uma conversa que tive com uma pessoa intragável não faz muito tempo. Quando ela discutia sobre a ditadura da beleza e como isso agride as mulheres, coisa que eu não nego, tentei conversar e observar como essa pressão cai também nos homens gays. Ela encarou isso como seu eu estivesse sendo machista, já que é incomparável que homens sofram a mesma pressão de ser bonita como as mulheres. E concordo, para um homem hétero e branco a vida é bem mais fácil mesmo, afinal não faz parte de uma "minoria", mas minha intenção não era de discutir "quem sofria mais", eu simplesmente fiz uma observação até porque, duh, eu sou do "meio" e sei bem o que acontece. Mas enfim, não dá pra se ter discussão decente com pessoas pouco esclarecidas e egocêntricas, né?
A realidade é essa: se você não é "sarado", suas chances de sucesso numa paquera são ínfimas. Nas revistas supostamente direcionadas ao público gay, os modelos que estampam as capas são sempre do mesmo biotipo: cabelo liso, olhos azuis (às vezes verdes, ou castanho "mel"), brancos, depilados, mais de 1,80m de altura e zero por cento de gordura corporal. Pouquíssimas vezes vi um negro ou asiático na capa, e quem responder que "modelos desse tipo são escassos" não vai me convencer. Enfim, parece que nós gays também somos vítimas dessa pressão em se encaixar nos modelos de beleza, e me pergunto qual é a nossa parcela de culpa nisso...

Revista Junior especial de aniversário
Capa especial de aniversário da Revista Júnior. Percebam que só há UM modelo negro, e ele fica na segunda parte da capa dupla. Ou seja, só aparece quando abrimos a capa inteira, escondido dentro da revista.

Bom, estou colocando logo abaixo uma tradução que eu fiz desse texto. Caso queira, você pode ler no original, o link está logo abaixo do título. Leiam e reflitam sobre:

Imagem corporal: os homens gays e bi pagando o preço da perfeição - por Andrew Page

Na quinta (20 de setembro) o GSN noticiou a morte de Augusto Murillo, um dançarino colombiano gay por conta de uma aplicação de silicone.
Parece que a baixa auto-estima dele, decorrente de uma imagem ruim de si mesmo, foi responsável para que ele procurasse meios de corrigir suas "inadequações".
Embora, felizmente, casos de morte em tais circunstâncias são raras, não há escapatória da terrível realidade de que tal falta de confiança afeta um número crescente de homens jovens e que o poder e agressão comercial das indústrias da moda e de beleza tem contribuído significativamente.
Eu falo por experiência própria, tanto pessoal quanto profissional. Na minha adolescência e nos meus vinte anos, já inseguro e confuso sobre minha sexualidade, eu era bem consciente de minhas imperfeições físicas.
Naquela idade eu era muito sensível ao ver outros apontando-me tais imperfeições, algo que não foi diminuído por conta da aparente obsessão da mídia com a forma física perfeita (tanto masculina quanto feminina) e na medida que isso se tornou um produto de consumo por si só.
Aqueles de nós que eram menos atraentes, ou que ao menos se sentiam assim, inevitavelmente perderam pra esse mercado e fariam qualquer coisa - ou quase qualquer coisa - pra corrigir isso.


Não foi apenas a grande mídia a responsável por perpetuar esse ideal e indiretamente criar pressão para abraçá-la. As publicações gays que eu tinha acesso eram igualmente recheadas de imagens de homens atraentes e seus corpos quase perfeitos. Era um ideal que eu eventualmente percebi (depois de uma obsessão em frequentar academias) que eu não poderia aspirar.
Certamente se eu tivesse meios eu poderia ser suficientemente desesperado ou inseguro para procurar as remediações que mataram o senhor Murillo.
Eu sofri rejeição de uma sociedade que eu sinto que deveria ser mais tolerante com jovens adultos vulneráveis.
Levou anos para que eu entendesse e aceitasse quem eu era, algo que poderia ser muito mais fácil sem as pressões de se conformar com os estereótipos masculinos ou a perfeição corporal. Minhas inseguranças eram mais profundas que isso, claro, mas elas foram brutalmente exploradas por aqueles na indústria de beleza que me ajudavam em minha missão em conquistar um atrativo físico ilusório que eu desejava e a confiança que isso me traria.
Quinze anos depois, aqueles próximos a mim podem achar difícil de imaginar que eu um dia fui vítima de uma auto-estima tão baixa e desesperança que eu pensava em suicídio. Esse é um testemunho para alguns amigos próximos que me ajudaram a me aceitar e, eventualmente, a ser eu mesmo. Mas as memórias daquele tempo são muito reais.
Mais recentemente, eu trabalhei numa clínica de saúde mental. Isso regularmente me pôs em contato com outros moços e moças que sofrem igualmente com uma imagem ruim de seus corpos, muitas vezes resultado de pressões da sociedade, mídia e corporações para se encaixarem em suas imagens de perfeição. Isso tem sérias consequências e não só em casos extremos como esse do senhor Murillo. Quando as pessoas sentem necessidade de se submeterem a tratamentos agressivos, há riscos inevitáveis - riscos físicos, mas também psicológicos.
Como um estudante de medicina, eu trabalhei com cirurgias plásticas e de emergência e testemunhei em primeira mão as consequências terríveis de aplicações de silicione, aumento dos seios e o uso indiscriminado de bronzeamento artificial. Eu também me tornei suspeito da natureza arbitrária da racionalização do tratamento cosmético pelo National Health Service (serviço público de saúde da Inglaterra) e como ele responde a problemas de profunda insegurança muitas vezes alimentando isso em vez de batalhar contra isso, dando poder à indústria da beleza no processo.
O que eu acho que é por vezes esquecido é que o senso de valor e bem-estar emocional de um indivíduo tem um efeito sobre as suas relações interpessoais. Portanto minar a confiança em seu corpo pode ter enormes implicações sociais e pessoais. Para algumas das pessoas com quem trabalhei, uma incapacidade de se aceitarem lhes trouxe não só sentimentos de inadequação como uma recusa de acreditarem que eles podem, ou merecem, ser amados. Isso, por sua vez, levou ao fim de relacionamentos e comportamento autodestrutivo.
Recentemente um jovem gay com quem eu trabalhei durante um longo período suicidou-se. Os motivos para isso são complexos, mas por muitos anos ele lutou com problemas de auto-estima, mesmo que outros o achassem muito bonito.
Não estou sugerindo uma ligação direta entre a exploratória indústria de moda/beleza e suicídios, mas nesse caso foi provavelmente um fator que contribuiu. Isso certamente causou grande parte de sua infelicidade e afetou suas ideias.
Eu não sei se isso afeta homens homossexuais mais do que homens heterossexuais, mas eu sei de muitos jovens gays que lutam desnecessariamente com sua autoimagem. Identidade e autoconfiança andam de mãos dadas e jovens gays, que frequentemente tem problemas com o primeiro, não necessitam que suas autoconfianças sejam diminuídas.
Certamente a sociedade como um todo precisa se tornar mais consciente de como isso afeta os homens. Jo Swinson, membro do partido democrata liberal do parlamento do Reino Unido, já fez um trabalho positivo promovendo "Mulheres Reais" em sua "Campanha pela Autoconfiança" e colocou sua mira nas revistas de moda que usavam da manipulação de fotos para criar uma imagem quase inalcançável de um corpo feminino perfeito. Ela estava certa em fazer isso, mas o problema é muito maior do que as técnicas que usam para exagerar a perfeição corporal.
O cerne da questão não é algum debate acadêmico sobre o que é realmente belo, mas é a exuberante e agressiva indústria da beleza que escraviza adultos vulneráveis e que cria um enorme sofrimento por fins puramente comerciais.

Notícias bara: edição especial de "The Best Trio" (18+)

AVISO: Post com conteúdo adulto, possivelmente com imagens de nudez masculina, sexo e homossexualidade. Se não gosta, não prossiga!

Perdão pela ausência, gente. Acho que só volto a postar algo decente (com mais de dois ou três parágrafos) depois do dia 27 (prova na faculdade). Mas enfim, como meu tempo tá curto, vamos ao que interessa...

Edição especial de Sanba no Karasu (The Best Trio) de Jiraiya

Hoje, há algumas horas atrás, o Twitter da G-men divulgou algo que até quem nunca comprou mangá original do Japão - e fã do Jiraiya - vai babar: está em pré-venda uma reedição especial do mangá The Best Trio! Obviamente os tweets estão em japonês, mas com a ajuda da minha amiga Peace, tentei descobrir alguma coisa e aqui repasso pra vocês...
Além de uma capa novinha (a original eu coloquei na abertura deste antigo post), e em capa dura, o novo "The Best Trio" - lembrando que estou usando o título popular da tradução que circula pela internet, o original seria "Sanba no Karasu" - traz outras diferenças, sutilmente sugeridas pelo site como uma versão "maior" e "mais grossa". XD Enfim, além do aumento no tamanho (de B6 para uma edição de tamanho A5), o tankobon tem mais páginas do que original: de 206 para 336 páginas! Agora não sei se esse aumento no número de páginas indica material extra, como sketches, mas a página do produto indica que o mangá terá sete histórias extras (não sei dizer se são inéditas), além de algumas páginas coloridas.
Custando 2500 ienes, o lançamento oficial será no dia 30 de novembro desse ano, mas as pré-vendas já estão abertas. E para fazer os fãs abrirem a carteira logo, a G-men está informando que 30 pessoas que comprarem na pré-venda serão sorteadas para ter a sua edição especial AU-TO-GRA-FA-DAAAAA!!! *surtando* (≧∇≦)/

Edição especial de Sanba no Karasu (The Best Trio) de Jiraiya
Capa da reedição especial. O Taisuke continua uma fofura. ♥ Fonte: G-men

Para mais informações do produto, e da compra, é só visitar a página do mangá na G-men, que (ainda bem!) tem tradução apenas pro inglês. Ai, tomara que ainda encontre o mangá disponível pra venda na época do Natal... *pobre*

Notícias bara: edição 200 da G-men

G-men, uma das mais importantes revistas gays do Japão, está lançando sua edição de número 200. E bem, chegar em sua ducentésima edição hoje em dia não é pra qualquer revista, seja onde estiver sendo publicada, por isso tal edição histórica tem uma capa toda especial.
O Facebook da G-men divulgou ontem uns trechos da capa, que seria feita pelo mangaká Jiraiya, e hoje foi finalmente divulgada em sua totalidade. Tal convite para o Jiraiya ilustrar a capa veio pelo fato de que, durante anos, as capas foram feitas por ele. Depois passaram a mostrar fotos de modelos. Tal ilustração, além de dar certo valor nostálgico, serve para mostrar que Jiraiya ainda está ativo (sem trocadilho!) em seu trabalho como desenhista.
Falando nisso, vou averiguar se saiu algum quadrinho novo do Jiraiya. Não sei se ele está em hiato, mas é fato que há tempos não se vê algo novo dele. Mas enquanto isso, curtam a mais nova capa da G-men e mais um urso japa com o padrão Jiraiya de qualidade:

G-men
Pelo visto Jiraiya não perdeu a mão em desenhar figuras de homens que a gente gostaria que fossem reais... Fonte: @G_menJP

Pela cidade: na Marcha das Vadias

AVISO: As fotos deste post foram de minha autoria. Não me importo que as reproduzam em outros blogs, mas creditem-nas ao "Diego Hatake" ou coloquem um link para este post. Simples, não? E é demonstração de polidez também. Obrigado. ^^

Marcha das Vadias Manaus 2012

Soube quase que de última hora, mas compareci à Marcha das Vadias Manaus que aconteceu hoje à tarde, primeiro dia do mês de setembro, às 15 horas. E além de protestar, fiquei feliz de fazer uns registros da marcha, que apesar de poucas pessoas (ao menos em comparação às marchas de outros Estados brasileiros), creio que foi bem representativa. Povo manauara infelizmente não é muito de protestar... se fosse, não teria tanta putaria no governo, mas isso é outra história. XD

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Outra coisa que me deixou bastante satisfeito foi saber que esta foi a primeira Marcha das Vadias de Manaus. As primeiras ocorreram no Brasil em 2011, só agora conseguimos a nossa. Boa parte dos participantes foram mulheres, mas tivemos homens também, incluso este que vos fala. A concentração foi no Largo de São Sebastião, onde descemos a Avenida 10 de Julho, andamos parte da Avenida Getúlio Vargas até chegarmos à Praça da Polícia (ela tem outro nome atualmente se não me engano, mas nem lembro). Aliás, lá houve algo muito peculiar: os seguranças exigindo que ninguém pisasse na grama, sendo que eles próprios pisavam. Eu não entendi isso. E nem os manifestantes pelo visto, já que um colocou a boca no trombone falando isso, fazendo o povo se espocar de rir. Além disso, houveram protestos contra comerciais visivelmente ofensivos contra mulheres, como os da Axe, Marisa, camisinhas Prudence etc.

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Para quem AINDA não sabe, a Marcha das Vadias é conhecida mundo afora por Slut Walk. Sim, é algo que acontece mundo afora! E como toda boa manifestação, tudo começou com um ato inacreditável para os dias de hoje: um policial canadense chamado Michael Sanguinetti foi chamado para uma palestra em uma universidade, onde soltou uma perola, recomendando que mulheres evitassem se vestirem como putas (sluts) para não serem vítimas de estupro. Sim, a velha história de que a mulher, esse pecado em forma de gente, é culpada por atrair o estuprador, tadinho do homem que não sabe controlar o próprio pinto... *rolling eyes* Tal episódio de manifestação moralista e machista desencadeou essas manifestações por vários lugares, e fico feliz por ter participado da primeira por aqui. Minha única reclamação - observação, na verdade - da Marcha das Vadias Manaus foi que não foi distribuído nenhum tipo de informativo sobre o motivo da manifestação inteira. A caminhada atraiu olhares curiosos, mas não sei se exatamente pela causa, já que muitos leigos que ouvem falar de "Marcha das Vadias" ficam assustados sem saber o que significa. Acho que um informativo simples faria ainda mais diferença e, quem sabe, capturaria mais participantes para futuras manifestações. É preciso, já que manauara tem esse complexo de "bicho do mato" e que acha que manifestações na rua é coisa de "doido" ou "desocupado".

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Marcha das Vadias Manaus 2012

Por fim, espero que gostem dos registros que fiz e, como Túlio Vianna assinou num texto para a revista Fórum de junho (edição 111), defendo aqui sua ideia:
 "A Marcha das Vadias não é uma manifestação contra uma lei ou uma política pública. É uma passeata contra um moralismo disperso entre homens e também em mulheres que insistem em classificar mulheres em santas e putas conforme o uso que fazem de seus corpos. Uma passeata para lembrar que em um Estado Democrático de Direito não há santas ou putas, mas apenas mulheres livres e autônomas".
Resumindo, a Marcha das Vadias é sobre aquela velha premissa: direitos iguais. Simplesmente isso. E se defender o direito das mulheres de terem sua própria sexualidade e direito ao próprio corpo é ser vadia, de fato, somos TOD@S vadias. Que bom! =)

Marcha das Vadias Manaus 2012