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Top 10 - Músicas que me emocionam (Parte I)

Mais um TOP 10. Dessa vez gostaria de compartilhar com vocês as músicas que mais me emocionam (e que vocês compartilhem nos comentários as músicas que mais emocionam vocês). O critério de escolha foi simplesmente as que deixam meus olhos marejados enquanto mergulho em lembranças. Digo isso porque para algo me fazer chorar é muito, muito difícil. a música tem que ser muito boa. Ou a melodia, ou as letras, devem ser bonitas o suficiente para tocar fundo em mim.
E como em todo top meu, é impossível colocar aqui todas as músicas que me tocam profundamente, seja por nostalgia, seja por ser uma canção muito bonita por si só. E eu vou dividir este em duas partes pra fazer suspense. Assim é mais divertido. XD
Vamos lá...

10° lugar - Christina Aguilera - We're a Miracle
Canção quase obscura da Xtina, é bastante lembrada pelos fãs de Pokémon como a primeira música a tocar quando aparecem os créditos de Pokémon - O Filme. Eu que já estava acabado naquela cena do Ash que virou pedra em que todos os Pokémon choraram, quando tocou essa música no final do filme, um dos melhores filmes que vi na época, eu quase desabei... mas como bom menino, na época, não chorei. Hoje em dia nem ligo, choro mesmo. A cena dos créditos finais, do Ash e o grupo caminhando, é muito nostálgica... E a música ajuda nessa viagem, acho muito bonita.

"You and me, we're a miracle
Meant to be and nothing can change it
Mountains move and oceans part,
When they are standing in our way"


9° lugar - Monica - For You I Will
Outra música ligada a um filme favorito de minha infância, Space Jam - O Jogo do Século. Eu sempre achei a música muito bonita, e quando finalmente entendi o que ela dizia, se tornou uma das minhas favoritas pra sempre. Em resumo ela fala tudo o que eu gostaria de dizer ao encontrar o meu amor... Por muito tempo dizia que eu a iria dedicar ao meu amor quando o encontrasse, mas hoje em dia mudei de ideia radicalmente. Nunca mais que eu dedicarei uma música a alguém! Não adianta muito dedicar canções a quem não dá a mínima, e você acaba tendo lembranças ruins ao ouvi-las, e eu não quero isso pra essa canção, ou qualquer outra que eu ame. Hoje elas são todas minhas... Um dia eu as divido, quem sabe, mas hoje... NOPE!

"I will cross the ocean for you
I will go and bring you the moon
I will be your hero, your strength
Anything you need
I will be the sun in your sky
I will light your way for all time
I Promise you
For you I will"


8° lugar - Trem da Alegria - Alguém no Céu
Essa música me marcou pelos seguintes motivos: primeiro, eu lembro que a música era da novela De Corpo e Alma, tema de um garoto que morava na rua. Só lembro disso, algo bem vago, mas lembro que minha família amava essa novela, e eu achava a música bonita em meus 5 anos de idade...
Outra coisa me me marcou foi a apresentação dessa música no último Xou da Xuxa, aquele em que a Xuxa supostamente "iria embora" do Brasil. Ao tocar essa música não teve vivalma que ficou sem chorar aqui em casa. E também porque, se não me engano, foi a última apresentação do Trem da Alegria, que se desfazia naquele ano. Por lembrar disso, a música me traz lágrimas. E a inocência da música me toca muito também.

"Alguém no céu olha por mim,
guarda os segredos que eu tenho.
Moram no céu anjos de luz
que sabem de onde eu venho.
Meu pai do céu, olhai por mim
quando eu me sentir sozinho.
Mande do céu um querubim
pra iluminar meu caminho"


7° lugar - Whitney Houston - Greatest Love of All
O primeiro a gravar esta música foi George Benson, mas quase ninguém lembra depois que virou sucesso na voz da Whitney. A música é uma das favoritas da minha mãe, e por ela não saber inglês achei engraçado, porque a letra da música me lembra muito o que minha mãe já passou na vida. Um dia eu mostrei a tradução da letra pra ela e ela começou a chorar (outra que é coisa rara de se ver chorando). Por isso eu a considero como a música da minha mãe. =)
Outra história dessa música é que a compositora a escreveu quando estava se tratando do câncer. A doença a levou, mas antes ela deixou uma grande canção sobre como lidar com dificuldades da vida, que independente de ter vencido ou não, o importante é que enquanto muitos desistem, é possível conseguir a força para continuar. Também fala que devemos ensinar as crianças a amarem a si próprias.

"Everybody searching for a hero
People need someone to look up to
I never found anyone who fulfilled my needs
A lonely place to be, so I learned to depend on me"


6° lugar - Mariah Carey - Oustide
Uma das canções mais tristes e honestas da Mariah, e ainda assim muito bela. A música fala sobre seu sentimento de se sentir sempre isolada dentro do mundo, uma "outsider", e que por mais que se tente encaixar, a pessoa sempre vai se sentir uma estranha. A música fala praticamente como eu me sinto. É um daqueles tesouros que somente os fãs conhecem.

"Early on, you face
the realization you don't
have a space
where you fit in
And recognize
you were born to exist..."



No próximo post, o top 5. Se preparem pra choradeira! XP

Cinema: Missão Madrinha de Casamento

Os posts em que eu fazia alguma resenha de filme se chamavam apenas "Sobre _____ (nome do filme)", portanto decidi mudar pra ser mais organizadinho, mais objetivo.
E como eu também fiquei com a função de escrever sobre cinema no Gay, decidi postar os textos aqui também. Minhas resenhas sairão simultaneamente no site e por aqui, para registro... e porque aqui tenho mais liberdade pra postar mais fotos, fazer mais firulinhas. Enfim, tudo explicado, comecemos...


Para início de conversa, Missão Madrinha de Casamento não é uma “versão feminina de Se Beber, Não Case”. O filme desta resenha não tem nem metade das grosserias do que o filme que o comparam, mas tem sua dose. Porém, a maior diferença é que o roteiro construído para ele é bem melhor, produto da atriz que o estrela, Kristen Wiig, que alguns devem conhecer de Saturday Night Live.
Outra diferença é que o filme, apesar do grupo de amigas que o estrelam, foca mesmo na personagem Annie. Interpretada pela Kristen Wiig, Annie é uma mulher na casa dos trinta que está com o seu mundo em pedaços. O seu negócio, uma confeitaria chamada “Cake Baby” faliu e ela se vê obrigada a trabalhar numa joalheria, perde o namorado e fica se contentando com um “fuck buddy” extremamente egocêntrico e idiota, fica sem dinheiro e se vê dividindo um apartamento com dois irmãos desagradáveis. Sua mãe tenta convencer Annie a voltar a morar com ela, mas para Annie esse seria o fundo do poço...
Enquanto o fundo do poço não chega, os únicos momentos de alegria que Annie consegue são quando divide o tempo com sua melhor amiga Lillian, papel de Maya Rudolph. Um dia Lillian conta para Annie que foi pedida em casamento e pede a Annie para ser sua dama de honra. Durante a festa de noivado, Annie conhece suas companheiras de serviço: Rita (Wendi McLendon-Covey), prima de Rita que não aguenta seu casamento e família, sonhando apenas com a diversão da despedida de solteiro; Becca (Ellie Kemper), amiga recém-casada que possui uma grande dose de inocência, Megan (Melissa McCarthy), comadre de Lillian que é um absurdo de grosseria e vulgaridade – praticamente a versão feminina de Alan (personagem de Zach Galifianakis de Se Beber, Não Case) e Helen (Rose Byrne). Helen é a esposa de um amigo do noivo, que encontrou em Lillian uma melhor amiga. Com isso, Helen e Annie começam a competir pelo título de melhor amiga de Annie, o que faz com que a riquíssima Helen exagere em tudo para chamar a atenção. A moça é tão chata - apesar de que é visível que ela o faz porque talvez nunca tenha tido uma relação honesta de verdade com qualquer um, o que a faz querer “comprar” as pessoas constantemente - que toma facilmente o ódio de qualquer pessoa que assista o filme enquanto se tira as maiores risadas da competição entre as duas ao mesmo tempo.
E enquanto Annie tenta se manter calma para não atrapalhar o casamento de Lillian, ela conhece o policial Nathan Rhodes (interpretado pelo Chris O’Dowd – o Roy de The IT Crowd!), com quem ela pode ensaiar a ter um romance. O problema é que, enquanto ele se mostra aberto para relacionamentos, ela não sabe bem o que quer, ainda desacreditada na vida depois de ver que tudo o que tinha fracassou.

Annie tentando convencer as meninas a escolher um vestido mais discreto (e mais barato).

QUASE uma típica churrascaria brasileira...

Chris O'Dowd pagando de gatão como um policial... Na verdade, eu sempre o achei bem gatão. XD

Apesar do filme mostrar em boa parte as desventuras de um grupo de mulheres (o trecho da viagem de avião é o melhor), o filme acerta em focar na história de Annie e como a vida às vezes é um acúmulo de trollagem, uma após a outra. Claro que ela obviamente vai superar tal inferno-astral, mas até lá muita coisa vai rolar. Mais uma vez comparando com Se Beber, Não Case (culpa dos marketeiros que estão vendendo o filme assim, tanto que tal propaganda deu certo nos EUA, onde o filme foi um enorme sucesso), Missão Madrinha de Casamento mostra ser um filme tão engraçado quanto este, com uma boa dose de palavrão, situações de constrangimento e humor escatológico, mas não chega a apelar, é dosado. Lembra até um filme de humor britânico (talvez isso explique a presença de Chris O’ Dowd, quem sabe?).
A única parte que não desce muito bem é a tal cena do restaurante brasileiro em que Annie leva a noiva e as damas para almoçarem antes de irem à prova de vestidos. Além do lugar ser imundo, a tentativa de emular uma churrascaria brasileira foi um tanto ridícula: só uma bandeirinha do Brasil e uma foto do Corcovado. E sobre a história da comida ter dado intoxicação alimentar nas moças, bem, poderia acontecer em qualquer restaurante ruim. Mas não dá pra não perguntar por que tinha de ser um brasileiro. Ou por que quase sempre nessas cenas o restaurante sempre deve ser um estrangeiro... Mas pelo resultado geral do filme, dá pra relevar. Missão Madrinha de Casamento não é apenas um “bom filme de mulheres” como uns pôsteres americanos estampam em letras garrafais. É um ótimo filme, e sem orientação para determinado gênero. Talvez seja um dos poucos filmes em que um casal, homem e mulher, possa ver e se divertir igualmente.


Missão Madrinha de Casamento
Título original: Bridesmaids
País: EUA
Ano: 2011
Direção: Paul Feig
Elenco: Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Wendi McLendon-Covey, Ellie Kemper, Melissa McCarthy, Chris O'Dowd

Seria cômico se não fosse trágico... - Parte 13

Difícil fazer este post. Primeiro, não tenho muito tempo... tem um trabalho importante esperando aqui. Segundo, não gosto de divulgar coisas que acho desprezíveis, mas decidi comentar pra ver se ajudo certas criaturas a refletirem um pouco...

Como alguns já devem saber ao ler antigos posts, eu odeio essa coisa do "Não existe ________ (coloque um preconceito aqui, como homofobia, racismo, misoginia), somos TOOOOODOS iguais. E se você acusa alguém de ________ (repetir o preconceito anteriormente citado), na verdade o preconceito é seu! Você que está apontando o preconceito". Para mim, a pessoa tem que ser muito retardada pra falar uma coisa dessas, e me achar ainda mais retardada ao ponto de pensar que eu posso acreditar em algo tão imbecil.
A última que descobri foi esse post, de um blog praticamente novo, em que a pessoa faz um lindo discurso em sobre como a mídia inventou a "ditadura do heterossexualismo" e outras coisinhas mais... E como eu acho que o texto tem certos "errinhos", eu como um homossexual, objeto de estudo dele, me dou o direito de resposta. Vamos analisar uns trechinhos...

"Atualmente, estão sempre em pauta debates (e por vezes protestos) envolvendo homossexualismo (sic), homofobia, luta contra o preconceito, direitos das "minorias", enfim, esse tão inútil e sem sentido apartheid moral que existe entre hetero e homossexuais."

Só com o uso de "homossexualismo" qualquer tentativa de me mostrar este texto como relevante já foi morta e enterrada.
Em seguida, acho patético dizer que lutar contra preconceito é fruto de "inútil e sem sentido apartheid moral que existe entre hetero e homossexuais". Aliás, é sim fruto, coisa que acontece devido ao mundo heteronormativo que vivemos. E isso é condenável? Não mesmo. Por que teria de ficar submisso a pessoas que me ameaçam por viver minha vida? E quem foi que criou tal apartheid, hein? Será que foram os gays???
Ao continuarmos a ler o post dá pra perceber que a intenção de quem o escreveu... Vamos continuar... Agora a coisa fica feia.

"Há quem ache que de fato existe a tal "ditadura do heterossexualismo". A opressão dos "machões" sobre os gays, muitas vezes gerando até agressões físicas (que é o que a mídia mais gosta de divulgar) e aquela falsa imagem de que os homossexuais são todos pessoas do bem e que sonham com um mundo melhor e igual para todos. O problema, porém, é muito mais profundo do que se pensa"

A primeira frase já indica que a pessoa deve achar um "absurdo" falar em homofobia, já que em sua visão não existe uma opressão de héteros (ditos normais) em homossexuais. Malafaia e Bolsonaro são frutos de minha imaginação, presumo.
E aparentemente a mídia gosta muito de divulgar as agressões que alguns homossexuais (e até héteros, convém lembrar) sofreram... mas não, isso não é indício de que existe preconceito e perseguição a gays aparentemente...
O próximo parágrafo é o que começa a dar o tom hilário do post: meus amigos leitores homossexuais, para este indivíduo aparentemente sofremos de "vitimismo", porque ao denunciarmos algum caso de agressão, por exemplo, na verdade queremos passar que somos todos pessoas boazinhas pra depois dar o bote. We're EVIL!!!

"Vamos dominar o mundo, girls!"

E as piadas continuam...

"Que fique bem claro, antes de mais nada, que não se trata aqui de uma generalização. É óbvio que existem muitos homossexuais que visam a apenas defender suas ideias e acabar com a homofobia, sem impor nada de maneira nenhuma, da mesma forma que há os heterossexuais que também defendem direitos iguais para todos, e apenas não suportam essa onda de moralismo que invadiu o país nos últimos anos (o que nada tem a ver com preconceito)."

Essa ideia de que reclamar por direitos - que SIM me são tirados - é moralismo é a já velhíssima desculpa do "politicamente correto". Se eu levantar a voz exigindo direitos de criarem uma lei contra a homofobia, estou OBRIGANDO a me aceitarem, e eu não posso fazer isso. O que será do direito do outro querer me chamar de "bichinha" e me espancar? Que dó, que dó, que dó...
E pra quem utiliza de parcialidade, nossa, a coisa tá ruim... Recomendo aulas se redação jornalística.

"Ao contrário do que muitos imaginam, também existem os gays que acham absurdas quaisquer ideias ou atitudes que contrariem as suas, e que também criam seus próprios preconceitos. Prova disso está em uma recente reportagem da Folha de S. Paulo, na qual são apresentados depoimentos de alguns bissexuais, revelando que não sofrem preconceito apenas de um lado. Se existem heterossexuais que não admitem relações entre pessoas de mesmo sexo, também existem homossexuais que não suportam a ideia de uma relação com alguém do sexo oposto. Pena que esteja na moda divulgar apenas a primeira irracionalidade.
E, nessa história, quem fica à deriva são os pobres moralistas que defendiam tão fervorosamente o fim do preconceito em função das minorias homossexuais, e que provavelmente mal sabiam que o preconceito na verdade existe em todas as partes."

Vou falar uma coisa que vai mudar o mundo deste blogueiro: alguns homossexuais, que queremos parecer pessoas do bem ao sofrer agressões físicas, sabem muito bem que existe preconceito até dentro do mundo gay. E por acaso isso tira a legitimidade de que precisamos batalhar por direitos iguais? Não mesmo.
E sobre "homossexuais que não suportam a ideia de uma relação com alguém do sexo oposto", não sei se isso procede para ser afirmado com tanta veemência, quanto mais alguém que não faz parte da "minoria" (e que não queria generalizar, lembram?)... Mas o que eu vejo nessa frase é uma referência ao que é conhecido por "heterofobia".
Que deve existir homossexuais que não entendam os motivos de alguém ser bissexual é compreensível, tão compreensível quando um heterossexual não entender qual é a graça de ficar com alguém do mesmo sexo. Porém as abordagens de como cada "grupo" lida com esse pensamento é BEM diferente. Na parada gay não se defende a "manutenção da família homoafetiva". E até agora não vi uma notícia de casal hétero espancado por um grupo travestis indignadas, por exemplo: "não gosto de homem e mulher de mãos dadas na rua, é uó!". Se lutam contra homofobia, quem vai lutar contra a heterofobia, aquela que mata milhões no mundo??? *roll eyes*


"Talvez a conclusão que pode ser tirada disso tudo seja a de que não importa a proporção entre as vítimas de um lado ou de outro em um conflito de ideais, o preconceito existe por todos os cantos e passa a ser um argumento importante que cada lado usa apenas na hora de se defender. Pode ser também que a "ditadura do heterossexualismo" seja uma mera imagem criada pela nossa mídia moralista."

Obviedade que psicólogo aprende no primeiro dia de aula: pessoas são subjetivas, e claro, enxergam o mundo sob sua ótica. Agora dizer que não importa a proporção já que "é tudo preconceito"? Hum, sei não... Como falei antes, os casos de homossexuais ameaçados são bem maiores que de héteros. Ou que tal comparar os casos de mulheres tratadas como propriedade, espancadas e assassinadas pelos maridos com os casos de mulheres ameaçando o marido indefeso? Opa, mas esqueci... Homofobia, racismo, é tudo criação da mídia moralista... É "moda vitimista". Quando a mídia parar de mostrar casos de abuso sexual infantil por moralismo e enfim defender os coitadinhos dos molestadores quem sabe esse mundo evolui não é mesmo?

Enquanto isso prefiro ficar na ditadura do "politicamente correto", pra ver se consigo os tais direitos iguais que muitos falam que eu já tenho, mas que não vejo na prática...


Mais um da série "filmes inacreditáveis"...

Para quem reclama que este blog é muito gay, eis uma sugestão de filme para meus companheiros héterocaras...
Zomb'asians: Thongs of The Dead é um filme de horror/comédia de Hong Kong em que um grupo de adolescentes fica preso numa ilha cheia de moças lindas e saradas de biquini. Uma pena que são todas zumbis sedentas de sangue... e sedentas por outras coisas também, claro!
É até difícil achar palavras pra descrever... Filme capitalizando com cenas de tortura e sanguinolência, e com a presença de moças asiáticas (os rice lovers héteros vão amar!) em roupas diminutas... e em 3D??? Tudo bem que recentemente o cinema de Hong Kong anda se inspirando bastante no cinema dos EUA, mas aí já é demais...

Enfim, vejam o trailer se quiserem. De resto, farei a Leila Lopez: nada mais me lembro!


Noticias Prazamiga...

Ultimamente pipocou tanto babado... Olha só:


Em entrevista para o Jô Soares, Roberto Carlos diz não ver problema nenhum com o casamento gay.
Agora sei porque ele não conviveu muito tempo com Myrian Rios. Diferenças de intelecto, certeza!


Kevin Keller, personagem homossexual assumido da Archie Comics em breve irá se casar.


A DC Comics também ganha seu personagem gay: o herói Bunker. A roupa é quaaaase carnavalesca, mas o carinha é bem atraente. Eu sou um "Marvel guy", mas mal espero ter em minhas mãos a edição de "Novos Titãs" em que ele vai aparecer!


Clint Eastwood não é um militante, mas provou ter muito mais bom senso do que muitos por aí ao declarar que não se importa com casamento entre pessoas do mesmo sexo. E vindo de Clint Eastwood, símbolo do cinema machão de anos atrás, isso significa MUITO!

"Eu não estou nem aí para quem quer se casar com quem! Por quê não? Estamos nos preocupando com assuntos com os quais não deveríamos nos preocupar. Apenas de a todo mundo a chance de viver a vida que quiser".

E o povo do Foo Fighters aprontou mais uma das suas (cada vez mais amo essa banda!): foi anunciado que a Igreja Batista de Westboro, conhecida por fazer protestos ridículos em funerais, shows etc. faria um desses no show da banda. A banda então decidiu fazer um contra-protesto, em frente da igreja.

"Eu não me importo se você é a Lady Gaga ou Lady Antebellum, dá no mesmo. Homens amam mulheres, mulheres amam os homens, assim como homens amam homens e as mulheres amam mulheres e vocês sabem que gostamos de ver isso. Deus abençoe vocês".

Shame on you, bara!!!

AVISO: Post com imagens eróticas, proibido para menores de 18 anos. Também não aconselho a abrirem este post no local de trabalho.

Creio que a maioria dos visitantes deste pequeno blog já leram meu guest post para o Shoujo Café em que eu falo sobre o mangá bara... Se você aí não leu, é só clicar aqui. Enfim, uns comentários no post me chamaram a atenção que é a de um jovem - gay - que só vê sem-vergonhice no bara.


Bem, ele não foi o primeiro que vi fazendo esses comentários. Na verdade, já recebi uma boa leva de comentários falando sobre como o bara é tão ruim, que só tem putaria, que não tem conteúdo, não traz nenhum benefício para a causa gay e dá-lhe muito bla-bla-blá e mimimi... E para a surpresa de muitos, a maioria foram de homens gays (alguns não declararam - o que acho bem suspeito - mas pelo discurso era óbvio), que seriam o público alvo do mangá. Decidi analisar um pouco isso com vocês e dar minha resposta aqui a todas as opiniões já enviadas em geral.

Primeiro, é mais do que óbvio que bara é um material adulto. É obra erótica sim, mas não considero gei comi pornografia. Qual a diferença, vocês perguntam? Bem, geralmente "pornografia" se refere àquelas obras cuja intenção é a de apenas estimular sexualmente. E eu (e muitos outros por aí, ainda bem) enxergam o bara como algo além de uma obra pornográfica, é uma obra artística. Arte erótica. =) Tanto que, se você observar, fora do Japão as obras bara de artistas como o Tagame e Jiraiya foram produzidas no formato graphic novel, para venda em livrarias e lojas de quadrinhos, assim como as obras de Tom of Finland. Se não conhece, vá pesquisar quanto custa uma publicação dele pela internet. Nunca a "pornografia" fora tão cara... Bom, continuemos.


Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de história da arte sabe bem que a arte erótica está aí há anos - séculos... e quem sabe, milênios - . Mas sabe Deus porquê alguns gays acham que gays não podem produzir material erótico. Muitas obras eróticas em quadrinhos para homens heterossexuais são artigos de luxo, indubitáveis obras artísticas, como as de Milo Manara por exemplo que tem várias obras publicadas no Brasil... então por que uma obra homossexual não pode ser arte? Toda obra feita por gays tem que ser tachada de pornografia por quê?

Dois pesos e duas medidas? Pode apostar!

Eu não sei se o motivo desse povo reclamar de bara é despeito, falso moralismo, ou falta de aceitação... Mas creio que é algo que permeia no meio disso. Ao ler comentários estilo: "Há uma enorme diferença entre os três dos quais você citou.Já li alguns yaois muito lindos,que demorava páginas e mais páginas até o "casal" ter alguma relação sexual.Hentai e o Bara,não.Só estão preocupados em retratar o sexo e NADA mais que isso" (sic) eu percebo um recalque quanto à sexualidade. Sem falar na falta de sensibilidade na leitura. Aliás, falar em leitura nesse caso é algo meio duvidoso... Afinal, com um comentário desses deve-se pensar que a pessoa leu MUITOS yaoi e bara na vida para poder opinar de maneira incontestável, não? Bom, eu li bastante (mas creio que não o suficiente para fazer generalizações) e devo dizer que assim como li muito yaoi que tem o plot fino feito um papel de seda, percebo que muitos mangakás bara evoluíram na forma de contar suas histórias. Antigamente tudo no bara era oneshot. Hoje já se tem histórias continuadas que mostram alguma construção de personalidade nos personagens, não são apenas desculpas para se mostrar sexo. Existem histórias que nem sexo tem, olha que coisa!
Claro que, assim como em qualquer gênero, é preciso separar o joio do trigo. Existe o shounen bom, o shounen ruim. Existe o shoujo muito bom de se ler, e o shoujo tão mal feito que dá vontade de queimar o mangá... E existe o bara feito com esmero, e aquele que é pornografia pura. Mas não acho ruim artistas se dedicarem a contar boas histórias, bem estruturadas, bem escritas, divertidas, e com uma pitada erótica. Sexo é tão ruim assim? Desde quando a vida amorosa, ou sexual, de homossexuais é um seriado da Disney? Nem um yaoi, por mais "lindo" que seja, mostra apenas coisas "lindas", depois de "páginas e mais páginas". Alguns gays tem ojeriza à casamento, muitos adoram um cinemão, sauna, clubes BDSM... Se alguns - leiam bem: ALGUNS! - bara não mostram algo "lindo", não quer dizer que não seja verdade. O mundo gay é bem amplo e o bara mostra isso. Como posso ter certeza disso? Bom, talvez pelos autores serem gays. E sem problemas em expressar sua sexualidade, convenhamos. =) Por acaso a ideia de "ficar", sexo casual, só existe entre homossexuais? Heterossexuais não gostam de sexo, essa coisa pérfida???
Para mim, toda ideia que o mangaká quer expressar nas suas obras é válida, até mesmo do Gengoroh Tagame, que para mim chega até o grotesco algumas vezes, mas aí é algo meu. É subjetivo. O alcance e a visibilidade que ele dá pra arte erótica é algo que não posso condenar. E aprendi que mesmo depois do "choque inicial" - relendo o post que fiz sobre ele até mostra que eu exagerei em umas partes - , me acostumei a ver que esse é o estilo dele. Quem gosta, se joga. Quem não gosta, não lê. Simples assim. Eu também prefiro as histórias mais sensíveis, como as do Takeshi Matsu ou Jiraiya, mas isso não significa que as possíveis cenas de sexo de suas obras devam ser condenadas. Caso não tenham percebido, pessoas (gays) fazem sexo! E as revistas onde a gei comi é publicada são para adultos... revistas eróticas. Obviamente, esse assunto vai ser tratado de alguma maneira, ora!
O mais engraçado da história é que muitos desses que desdenham o bara e abraçam o yaoi começam a reclamar, ficam irritados porque o yaoi não os representa. Apesar de "lindo", dizem que é feminino demais, falta "masculinidade"... Bem, vou lhes contar outro segredo: yaoi é um mangá feminino. É feito por mulheres para mulheres, e por mais que muitas mangakás sejam fag hags, elas vão contar as histórias sob uma ótica feminina. Não tem jeito. Difícil agradar esse povo, não? Ou está "pervertido" demais, ou "feminino" demais...

Bara também é "lindo", viu?

Enfim, gostem do que quiser, mas vamos deixar de hipocrisia por favor. Se a arte é, dentre muitos outros conceitos, a externalização de sentimentos humanos, que mal há de mostrar o nosso lado erótico? Se só nós gays fazemos obras de "perversão pura", o que dizer do número de quadrinhos com heroínas gostosas em poses lascivas que aparecem por aí? Se tem algo que eu me arrisco a generalizar de fato neste post é que é absurda a tendência de gays rejeitarem suas próprias obras por preconceito internalizado.

Miss Angola é a nova Miss Universo

Miss Universe Angola Leila Lopes

Que boa surpresa eu tive ao chegar em casa ontem à noite... Perdi toda a transmissão do Miss Universo 2011, que eu esperava ter tempo de gongar alguma coisa - como o vestido horroroso da Miss Brasil ou a cara robótica da Miss Venezuela XD - , mas maior surpresa foi a de ver uma negra sendo coroada a mais bela mulher do mundo, e universo, apesar de não ter nenhuma extraterrestre concorrendo.
E vocês me perguntam o que tem demais isso? Bem, por eu ser um negro e saber MUITO BEM que negros não são vistos como belos por grande parte do povo - e não, isso não tem nem um fundo de racismo, imagina gente!... - , eu achei lindo demais que escolheram a Miss Angola Leila Lopes. Aliás, ela É linda demais! Pela primeira vez nos anos em que acompanho o Miss Universo eu vejo que fizeram uma escolha bem acertada no sentido que Leila Lopes não parece ter uma beleza comprada, plastificada. Dentre as fotos de misses que vi, ela parece uma das poucas que tem beleza natural.
Além de ficar feliz pela Leila Lopes, também fiquei ao ver que praticamente todos os que sigo estavam torcendo horrores pela Miss Angola. Felizmente não recebi nenhuma piadinha sem graça sobre ela, como alguns relataram, sinal que eu eu sigo gente do bem!
Enfim, até agora não consegui ver a coroação da Miss Angola como Miss Universo no YouTube, acho que estão tirando todos os vídeos do site por causa de direitos autorais, mas enfim, não podia deixar de registrar esse acontecimento no blog. E viva a beleza negra!

Seria cômico se não fosse trágico... - Parte 12

Já cansei de histórias de gente louca que se acha no direito de espancar homossexuais - hoje mesmo saiu mais uma delas - mas, pra melhorar, agora parece que tem gente se achando no direito de maltratar bicho.
Thiago Gagliasso
O indivíduo em questão é Thiago Gagliasso, que enquanto confinado no reality show A Fazenda disse que já deu tapas nas cabras que ele deveria cuidar no programa. Ele confessa perder a paciência com os animais, e que quando uma cabra entra no galinheiro, onde não tem câmeras, deu tapas no bicho. E depois faz piadinha falando: "Esses politicamente corretos vão votar em mim para eu sair". É mole?
Além de "foi brincadeirinha", outra desculpa que detesto é que "é coisa de gente politicamente correta". Agora tenho de lidar com gente que quer seu direito de bater em bichos quando está com raiva, que dó, que dó, que dó... Será que Thiago Gagliasso percebe que tal pressuposto pode ser usado também pelos defensores de animais? "Batemos no Gagliasso porque ficamos com raiva dele bater em animais!". Aliás, seria muito bem feito se acontecesse, eu acho que gente que bate em bicho também merece uns bons tapas pra saber como é, mas como não posso...

A Record já tirou o corpo fora, com uma nota da direção muito cretina (essas notas de emissoras de televisão sempre o são): "O confinamento na Fazenda é vigiado por equipes 24 horas ao dia e, em nenhum momento, Thiago ou qualquer outro peão foi flagrado agredindo algum animal na fazenda. Caso isso aconteça, todo o grupo será severamente punido dentro das regras do programa". Mas é claro que não vai ter flagra, ele fez onde não tem câmeras e nem é burro de repetir o feito fora depois de ter confessado. Aliás, esse é o ponto: ignoraram o fato que ele confessou que fez os maltratos. Muita sacanagem isso...
O mais engraçado é que Thiago Gagliasso foi vítima de uma agressão no programa, que fez a participante Duda Yankovich, que o agrediu, ser expulsa. Como dizem: no cX dos outros, é refresco...

Deixando bem clara aqui minha insatisfação. Apoio totalmente a iniciativa das ONGs em defesa dos animais de quererem retirá-lo do programa.

Fonte: ANDA

Escritor in progress...

Eu escrevendo meu livro, Os Desajustados, em 2008. Com a faculdade em 2009, acabei parando com a história na metade, quando estava chegando no clímax... ù.ú9

Estou me sentindo muito frustrado...
Como muitos que frequentam este blog já deve saber, eu quero muito publicar livros, ser escritor... Viver da arte literária! *o* O problema é que não estou tendo tempo pra isso, é complicado...
Não quero choramingar por causa da faculdade, mas não posso mentir, ela comeu meu tempo. É que para eu sentar e escrever os capítulos de meus romances eu preciso de atenção 100%. E infelizmente isso não ocorre, quando dá vontade de escrever alguma coisinha, eu lembro que tenho uma porcaria de algum trabalho. E como devem imaginar, ariano pra fazer algo por ser obrigado é uma coisa terrível... Consigo fazer meus trabalhos acadêmicos, nem que seja de última hora, mas faço. E meus livros acabam sendo deixados de lado.
Outra coisa que acaba me boicotando é minha inspiração. Minha mente tem um horário certo de se "inspirar": de noite. À noite é quando eu tenho de ir pra faculdade... quando chego em casa eu estou um caco. Daí a inspiração aparece laaaaaaá na madrugada, quando eu já estou podre de sono. Se decido dormir, de manhã (às vezes acordo beeem depois do meio-dia) não consigo escrever nada, nadinha... As ideias sumiram! E só sobra tempo pra estudar pra faculdade.
E não, não adianta tentar anotar as ideias num caderninho, guardanapo, ou escrever uma frase a cada minuto disponível que sobra, não consigo fazer isso... preciso estar super focado na história, senão ela não flui. Cruel, mas sou assim. >.<
Vocês não sabem o quanto estou chateado com minha situação. O pior é que eu gostaria muito de mostrar o que escrevo para meus amigos escritores e aspirantes (alguns já estão a vias de publicar seu primeiro livro) e nada, estou ficando pra trás!... E outra particularidade é que ariano odeia ficar pra trás, ele quer mostrar que pode também, mas se eu acatar esse espírito de competitividade (do tipo saudável, viu?), estou fodido... Termino o livro em um ano, mas me ferro na faculdade. Tenho alguns breves contos aqui, mas são bem ruins, visto que não escrevi com esmero, foi mais pra botar algo pra fora, se é que me entendem...
Outra coisa que me atrapalha é minha mania perfeccionista. Aqui no blog posso não pensar muito no que escrevo, despejando tudo na hora, mas quando se trata de minhas histórias... a minha principal, como lhes informei, estou trabalhando desde os dezesseis anos! Já vão dar dez anos que trabalho em "Os Desajustados"... Já pedi mil vezes a Deus que eu não morra antes de ao menos completar um livro, senão vou achar que vim a este mundo por nada!... Se é que posso achar algo estando morto, mas enfim, vocês me entenderam, né? Por mais que seja algo muito útil - já descobri cada erro grosseiro nas releituras que simplesmente passaram batido quando eu achava que estava tudo pronto - também chega a ser exaustivo ao perceber que preciso reescrever um capítulo inteiro... ou o livro inteiro!
Mas enfim, creio que meu problema mesmo é de agenda. Isso que me mata. Meu espírito "go with the flow" se recusa a ser domado, coisa que a faculdade (e meu futuro emprego) exige, mas vou dar um jeito de botar o cérebro pra se "inspirar" em horários mais flexíveis... XD Não quero deixar tudo parado... Tenho quatro histórias paradas, tô igual às meninas do CLAMP! - mangakás com um bom número de obras inacabadas - XD.
Penso na possibilidade de escrever contos e disponibilizar para download aqui mesmo no blog, como exercício, e pra apresentar meu estilo (ao menos descobrir se tenho um XD). Estou percebendo um grande número de escritores LGBT aflorando, pipocando em várias partes do país, e eu quero mostrar minhas obras também! *fazendo birra* Fico falando que sou escritor mas ainda não apresentei nada... mas isso vai acabar JÁ!...

...Ou ao menos, depois de quinta-feira, porque tenho dois trabalhinhos pra fazer e uma apostila para revisar pro teste. Oh, crap!... T^T

Future Cops: Street Fighter made in Hong Kong

Future Cops 超級學校霸王

Muitos aqui se lembram do filme Street Fighter - A Última Batalha, certo? Aquele filme com Jean Claude Van-Damme e Kylie Minogue - antes dessa conquistar o mundo com "Can't Get You Out of My Head" -, o último filme do Raul Julia... E é lembrado também como um dos piores filmes já feitos. =D Mas tenho uma notícia interessante: esta não foi a primeira adaptação cinematográfica do videogame Street Fighter. Um ano antes do filme americano (1993), em Hong Kong, foi lançado Future Cops: uma adaptação mais "livre" do famoso game da CAPCOM que, além do toque futurístico como o título indica, há toques de comédia escolar e comédia romântica. Sobra também paródias filmes famosos na época, como Ghost - Do Outro Lado da Vida (?), e também referências pop, como o game Super Mario Bros. (???) e Dragon Ball (????????????). Sim, é uma coisa beeeem doida, e vou contar boa parte pra vocês aqui...

Ruim demais pra ser verdade
Pra começo de conversa, é isso aí: Future Cops é MUITO ruim. Um dos piores filmes que já vi. E não, nem tem chance de ser algo tipo "é ruim, mas eu gosto", não dá... É muito mal feito, não tem como. Pouca coisa se salva, e tais coisas não são o suficiente pra fazê-lo cult... embora ele já seja pela ruindade.
O responsável por tal obra cinematográfica é o diretor Wong Jing, que muitos no Brasil podem não conhecer, mas com certeza já viram algum filme dele exibido em "Sessões da Tarde" ou "Cinemas em Casa" da vida... Ele foi um dos diretores mais populares da década de 90, e dos mais odiados também. Seus trabalhos, em resumo, não foram feitos para a crítica. Segundo ele próprio, ele dá ao povo o que o povo quer ver. E pelo visto consegue. Ele é o responsável por um thriller erótico que virou cult - Naked Killer, filmes de ação bem sucedidos com Jet Li, como A Lenda do Dragão Vermelho, e foi um dos mais rentáveis diretores dos últimos anos no cinema honconguês. Porém seu uso de humor rasteiro e roteiros nonsense fazem alguns classificá-lo como um dos piores diretores do cinema de Hong Kong.

Wong Jing
O culpado.

Tecnicamente, no parágrafo acima, já dei os problemas de Future Cops. A história do filme: no ano de 2043 (uia, tamo quase lá! XD) o grande criminoso chamado "O General" (aka M. Bison de Street Fighter), que quer dominar o mundo (que novidade, huh?), foi condenado e preso pelo juiz Yu Ti Hung. Seus comparsas, Kent (aka Ken), Thai King (aka Sagat) e Toyota (aka E. Honda), utilizam uma máquina do tempo para voltar ao ano de 1993 para matar o juiz, que nesse ano é um estudante... de 28 anos de idade. Para impedi-los, temos nossos herois, os Future Cops (ou Policiais do Futuro, chamem como achar melhor), time formado por Lung (aka Ryu), Broom Man (isso mesmo, Homem Vassoura, aka Guile), Ti Man (aka Vega) e Ah-Sing (aka Dhalsim), que também voltam no tempo para procurar e achar o futuro juiz.
Chegando em 1993 os Future Cops não tem sorte, aparentemente... Acabam chegando na casa de Tai Hung, um perdedor que aos 28 anos ainda está na escola. Vive sofrendo bullying, até mesmo de sua irmã, Chun May (o nome lhe lembra alguém de SF???). Ele então decide abrigar os estranhos em sua casa, sem que sua mãe Chun Dai saiba... Nem preciso dizer que eles descobrem que Tai Hung será o futuro juiz (sua mãe vai se casar novamente, mudando seu sobrenome para Yu), O General também volta para o passado e começa a pancadaria... ou algo parecido, porque pense em coreografias de luta mal feitas...
Todavia, o mais incrível de Future Cops é o elenco. Todos são simplesmente o TOP do top de artistas chineses na época (alguns até hoje, devo enfatizar): Andy Lau, Aaron Kwok (esse só fez uma ponta, acho que se deu conta da ruindade do filme), Sam Lee, Jacky Cheung, Ekin Cheng, Chingmy Yau... Para um fã de cinema de Hong Kong feito eu, isso seria quase orgásmico, mas creio que nem preciso explicar porque uso "quase", né? É impossível pensar o que os fizeram aceitar fazer parte de tal projeto...
O roteiro do filme é muito bizarro. Mal escrito, o filme apela a cada segundo com piadinhas dignas de desenhos animados como Tom & Jerry ou Pica-Pau, por exemplo. A única diferença para com estes desenhos é que as piadas não tem graça, só isso. A linguagem de desenho animado não funciona. E pra piorar, as (poucas) cenas que deveriam ter um mínimo de tom sério é que acabam fazendo rir... FAIL absoluto.

Future Cops 超級學校霸王
Ótimas atuações...

Future Cops 超級學校霸王
Efeitos especiais de ponta... (sim, tem Hadouken no filme!)

Future Cops 超級學校霸王
Referências pop (dos anos 90)...

Future Cops 超級學校霸王
Coreografias de ação de tirar o fôlego!...

Como você deve ter percebido se for esperto, os nomes e visual são diferentes porque a CAPCOM não cedeu os direitos para fazerem o filme (provavelmente porque a versão americana estava em produção), e mesmo com mais "liberdade criativa" o filme não tem salvação. Se a pessoa é fã de filmes de ação chineses também vai se decepcionar, as lutas são muito mal feitas. Aliás, me corrijo: para os fãs de filme de porrada adianta procurar vê-lo se quiser rir, porque as tentativas de emular os movimentos dos games, essas sim são hilárias. E se me permitem ser bem sincero, em questão de golpes, Future Cops é mais fiel do que qualquer filme americano... É só comparar o "spinning bird kick" da Chun May com o mesmo golpe executado pela Chun-Li de Street Fighter - A Lenda de Chun-Li.
Jackie Cheung Future Cops 超級學校霸王
O filme também aproveita para vender seus artistas... No melhor estilo "filme da Xuxa" onde aparece gente cantando do nada (a vida é um videoclipe!), Jacky Cheung (que antes de ser ator é um cantor excelente), intérprete de Guile, ops, Broom Man, vai para a escola procurar o futuro juiz disfarçado de... professor de canto. Que conveniente... E não é que em uma cena ele simplesmente começa a cantar? E a mesma canção, provavelmente sua música de trabalho na época - que é muito boa, pra quem gosta de cantopop dos anos 90 -, acaba sendo a música-tema do filme, se repetindo nos créditos.
Porém a jogada de mestre de Future Cops é simplesmente a aparição de ninguém mais, ninguém menos que... Goku. Sim, aquele Goku de Dragon Ball. O que ele faz num filme aparentemente baseado em Street Fighter? Não sei... Só sei que era 1993 e Dragon Ball estava absurdamente popular em Hong Kong e que colocar o personagem no filme, mesmo que completamente deslocado do resto, poderia atrair muita bilheteria... Ops!

Comparação de personagens: filme x game
(veja por conta própria!)

Ryu

Future Cops 超級學校霸王

Vega

Future Cops 超級學校霸王

 
Guile

Future Cops 超級學校霸王


Dhalsim
Future Cops 超級學校霸王

Ken

Future Cops 超級學校霸王


E. Honda

Future Cops 超級學校霸王


Sagat

Future Cops 超級學校霸王


Bison

Future Cops 超級學校霸王


Chun Li (filha)

Future Cops 超級學校霸王


Chun Li (mãe)

Future Cops 超級學校霸王


Blanka

Future Cops 超級學校霸王


Goku (???)

Future Cops 超級學校霸王


Poderia ainda falar sobre a atuação medonha do elenco, o figurino "cospobre", a inutilização de personagens femininos, os efeitos especiais de segunda, mas aí cansaria demais vocês leitores... Só posso dizer que, apesar de ruim, Future Cops é um filme que deve ser visto do mesmo jeito. Por quê? É aquela coisa do "só acredito vendo". Eu tive que pagar pra ver - na verdade, "baixar" pra ver - e aqui estou... Aqui estou achando que as pessoas são um pouquinho injustas de chamar Street Fighter - A Última Batalha um dos piores filmes adaptados de game já produzidos. Duvida? Assista Future Cops e depois nós discutimos... XD