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Pedidos para 2011


Mais um ano passando. Simbolicamente não parece que vai mudar muita coisa (e se mudar, que seja pra melhor!), já que vou continuar com as atividades da faculdade, corrida atrás de estágio e outras coisas. Enfim, vou continuar com minha vidinha normal - até onde Deus me permitir né, nunca se sabe... - esse ano.
Contudo, não posso fugir do velho costume de se fazer planos, pedir por certas coisas nesse ano que se aproxima. E decidi escrever aqui para compartilhar com vocês, não creio que revelá-los cause azar. Se falo, é porque tenho convicção que tenho como conseguir essas coisas, e espero consegui-las. Enfim, eis abaixo minha listinha, quase que uma oração... Na verdade, eu irei rezar sobre tudo isso no dia 31 quando for à igreja, é algo que sempre faço. Apesar de quase nunca pisar em igrejas, eu sempre reservo esse dia para agradecer por tudo...

  • Primeiro, perdão a todos que eventualmente possa ter ofendido ou irritado esse ano. E eu espero perdoar quem tenha me ferido. Não quero mais carregar comigo chagas emocionais, então espero que meu espírito se alivie mais dessas coisas enquanto 2011 passa...
  • Queria muito terminar algum de meus projetos de livro esse ano. Sei que será meio impossível, sou lerdo demais pra tocar as coisas, sem falar que meu perfeccionismo me obriga a reescrever tudo várias vezes, e que eu simplesmente não consigo lidar com prazos... É uma vergonha, mas vou tentar fazer algo sim para esse ano para tentar publicar. Terei novas 365 chances em breve, né?
  • Que eu tenha paciência ao lidar com certas pessoas, especialmente certas pessoas da minha família e colegas de faculdade. Não vale a pena correr o risco de ter um aneurisma por besteira.
  • Que consiga ter mais contato com pessoas - boas pessoas.
  • Não sei se mereço, mas se possível que eu arrume uma pessoa especial. E quando digo especial me refiro a alguém que: a) queira estar comigo porque quer e gosta de estar; b) tenha responsabilidades e saiba que é um adulto, mas que não perca o seu espírito brincalhão de sua infância; c) ainda acredite em coisas meio esquecidas, como "fidelidade" e "compromisso"; d) não seja fã da Britney Spears; e) não pense em amor como algo tão ordinário como muitos hoje pensam, que veja além disso, que seja meu melhor amigo acima de tudo. Existem outras coisas, mas isso é o "básico". E não aceito nada menos que isso, NADA. Tentei ser o mais complacente possível com alguns no passado, mas na verdade eu estava me submetendo a ficar do lado de pessoas ordinárias, podres, hipócritas... Agora não aceito nada menos que O MELHOR, se o Senhor me permitir.
  • Muitas bênçãos para todos, especialmente minha família e amigos.
  • Que eu consiga mais conquistas em minha faculdade, especialmente com o Cineclube. E que consiga um estágio remunerado.
  • Que o Senhor perdoe minhas faltas, as explosões, as soberbas e ímpetos  inconvenientes de pervice. Tentarei ser melhor, mesmo que eu seja... eu. E perdoe também aqueles que colaboraram com as faltas ou que simplesmente me prejudicaram.

E acima de tudo, espero que minha ligação com Deus e Jesus Cristo continue aumentando. Passei por coisas que me deixaram descrentes de muita coisa, especialmente de minha fé. E minha relação com Deus, aquele que eu senti me ajudando por tanto tempo, ficou abalada. Infelizmente ela não está do jeito que era, mas ela está sendo restaurada, acredito eu, aos poucos. Por mais que o medo me tome às vezes, eu espero que ele esteja lá nesses momentos, espero que não me deixe só. Por favor não me deixe só.
Por mais que nós humanos sejamos falhos, espero conseguir fazer de minha vida algo útil a muitos. Se minha passagem por aqui perdurar com ao menos uma pessoa a qual eu toque profundamente, que eu tenha sido realmente útil, já ficarei feliz.

E que Deus abençoe a todos. Neste novo ano e nos anos a seguir. Amém.

TOP 10: Músicas que bombaram na minha playlist em 2010


2010 foi um ano legalzinho para a música, especialmente se desconsiderar um certo cantor canadense com voz horrorosa... LOL Não diria que foi 100% bom, mas razoável, razoavelmente legal em minha opinião. E hoje eu quero mostrar a vocês quais músicas lançadas neste ano eu mais gostei e que repetiram umas milhares de vezes em minha playlist.

10° lugar - Need You Now, Lady Antebellum
Acho que essa foi a canção de amor do ano de 2010. E o engraçado foi como a descobri: vendo a apresentação do grupo Lady Antebellum no Grammy, sendo que o que me prendeu a atenção na performance foi quando um tecido que deveria cair ao chão para revelar o grupo acabou caindo em cima da cantora. Mas o mico não me tirou a atenção da música, que tem uma linda melodia. E considerando que teve poucos artistas country sendo massificados pro público consumidor de música em geral (descarto a Taylor Swift porque o country dela tá mais pra pop, sem falar que ela é beeeeeeeeem mediana), Lady Antebellum foi uma belíssima descoberta pra mim.


9° lugar - Fuck You, Cee Lo Green
Uma das músicas mais divertidas esse ano, e com uma letra com a qual eu me identifico bastante. Me faz lembrar de certas pessoas... e acabo rindo disso. O clima retrô do som e do vídeo são muito bem-vindos nessa época em que o eletrônico está saturando... Mas enfim, espero comprar o disco "The Lady Killer" em breve.


8° lugar - Window Seat, Erykah Badu
A música do brilhante, e polêmico, vídeo da Erykah Badu é uma baladinha maravilhosa. O clipe até meio que destoa diante da suavidade de "Window Seat", com um clima de protesto, o clipe poderia ter sido embalado por uma música mais enérgica, mas acho que esse contraste entre o teor reflexivo do vídeo e a linda música é interessante, então não mudaria nada.


7° lugar - Lift Me Up, Christina Aguilera
"Lift Me Up" não foi um single do disco da Christina lançado esse ano, e eu realmente não entendo porquê. "You Lost Me" é uma canção lindíssima, apesar da letra triste, mas se queriam lançar uma balada logo depois do primeiro single "Not Myself Tonight", por que não essa? A interpretação da Christina nessa canção está maravilhosa e é a minha favorita do disco. Eu ouvi de primeira e gostei, ao contrário de "You Lost Me", talvez porque "Lift Me Up" tenha uma veia mais pop rock. A letra também é meio triste, mas ela acabou me dando forças em certos momentos esse ano, sabe...



6° lugar - Going!, KAT-TUN
Esse single marca uma mudança no KAT-TUN que eu particularmente achei bem-vinda: a saída do Jin Akanishi, aquele indivíduo do grupo que canta a maior parte das músicas, embora sua voz seja bem enjoadinha, que quando ataca de fazer músicas solo faz letras em inglês meio duvidosas e que como ator tem tanta expressão quanto uma porta. Ou seja, um idol comum. XD Mas enfim, piadas a parte, eu achei que o grupo ficou tão "clean" com a saída dele... Começando pelas imagens das capas do single. E a música é muito boa, junto com "THE D-MOTION", essa é a música que mais ouvi do KAT-TUN esse ano.



5° lugar - Closer, Corinne Bailey Rae
Parece que este ano eu fiquei mais vidrado nas músicas que puxam um pouco do passado. "Closer" é um ótimo soul que tem um quê de música disco, tanto que o próprio clipe reflete isso. O primeiro single do segundo disco da Corinne não havia me empolgado, mas foi só eu descobrir essa música que agora eu estou ansioso por tê-lo em minha coleção.



4° lugar - Rocket, Goldfrapp
Essa música eu descobri no começo do ano, se não me engano. E, bem, é Goldfrapp, o que mais posso dizer? Com um climão meio anos 80, "Rocket" fala sobre mandar literalmente pro espaço os ex-amores mentirosos, galinhas, cretinos... Enfim, uma música meio depressiva, mas que o ritmo pede mesmo é pra deixar esses assuntos de lado e curtir mais o som.



3° lugar - Oh Santa!, Mariah Carey
A música foi lançada em novembro, mas já virou algo permanente de minha playlist. Só mesmo a Mariah pra compôr uma música de Natal que, com seu som inspirado nas músicas natalinas com mais "soul" dos anos 70, será provavelmente mais uma música de Natal que eu gostarei de ouvir em qualquer época do ano. A música é simplesmente viciante demais. Dá uma olhada no meu perfil no last.fm pra ver o quanto eu já a ouvi por aqui... e ainda não enjoei!


2° lugar - Get Outta My Way, Kylie Minogue
O disco "Aphrodite" da Kylie Minogue é um dos melhores, senão O melhor, disco dançante que foi lançado este ano. E isso tecnicamente não é surpresa, a Kylie Minogue é mestra em fazer música para jogar o povo na pista sem que as músicas sejam tão estúpidas quanto as lançadas ultimamente. Ou seja, você chacoalha o esqueleto e não corre risco de sofrer uma diarreia mental.
Essa música em especial me conquistou não só pela ótima batida e o clipe muito bem feito. A letra sobre superar certas, ahn, "pessoas" que não nos dão valor era o que eu precisava. E eu estou hoje muitíssimo bem, sentindo-me mais extraordinário que nunca, obrigado Kylie!



1° lugar - Teenage Dream, Katy Perry
Não tinha pra ninguém. Não tem música que eu tenha cantarolado tanto quanto essa nesse ano. De início eu nem cogitava comprar o disco "Teenage Dream", já que eu acho a música "California Gurls" mediana... Tipo, ótima pra dançar, mas a letra... E embora "Teenage Dream" não tenha um poema como letra, ela parece ser tão honesta que eu gostei de imediato quando a ouvi... Quem não quer encontrar alguém que te faça sentir como um adloescente apaixonado? Vivendo um sonho adolescente? Para mim essa foi a melhor canção que lançaram este ano.


Então, o que acharam? Concordam, discordam, faltou alguma música que você acha valer a pena citar? Coloca aí nos comentários, por favor!
E não deixem de dar uma ouvidinha nas músicas desse TOP 10. =)

Feliz Natal!

Antique
 
Agora sim um post de natal mais "sério"...
Bem, me perdoem caso eu soe muito clichê, mas sou assim mesmo. Estou escrevendo aqui para desejar a todos um ótimo Natal, ou dependendo de suas crenças, boas festas.
Eu particularmente me sinto muito mais tranquilo nesse natal do que no ano passado, que foi um natal não muito legal, mas já está no passado... E este, apesar de ainda estar sofrendo "chateações" de certas coisas que eu refleti e que teimam em querer tirar minha alegria de viver, e especialmente minha fé (que sofreu um grande baque no meio desde ano, devo dizer...), devo dizer que é bom que chegou o fim do ano. Assim, quem sabe, posso renovar os votos com Deus e também posso começar a pensar em novos planos para minha vida. Afinal, o que vale nessa passagem não é a contagem do que se ganha e o que se perde, mas é a jornada, não é? Então não vou ceder para às típicas reclamações ou apatia de alguém insatisfeito... Não mesmo, vou tentar aproveitar tudo o máximo que puder, no tempo que me foi dado. Se não tenho presentes, tenho abraços, sorrisos, palavras...
Então eu vou lá desejar um feliz natal pra minha família e pedir que Jesus abençoe a todos nós. Se por acaso as coisas andam difíceis nesse Natal para alguns, vou pedir ainda mais forte por vocês, afinal esse é o espírito, não é? Merry Christmas!!! =D

Lista de presentes

Post para acompanhar ouvindo esta música...

♪ "Santa’s gonna come and make him mine this Christmas
Santa’s gonna come and make him mine, mine..." ♪

O que eu quero de presente de Natal? 
Vejamos...









...só isso aí. Seria pedir muito?
Ah é, esqueci desse...

Ah, e peço o de sempre claro: saúde, felicidade, harmonia na família e com as outras pessoas... XD

Um post simples - e meio pervo - na véspera, mas é só para causar algumas risadas. Sei que para alguns os dias 24 e 25 de dezembro não são assim tão felizes... mas apesar da saudade, solidão e coisas afins, acho que é bom tentar pensar em coisas boas. =)
E é isso, que Deus abençoe a todos!

E que Cristo me perdoe pelo teor meio lascivo demais do post. ^^'''

Manaus Plaza e o caso do papel toalha

Cuidado ao enxugarem as mãos no banheiro, pessoal... Parece que agora os shoppings vão dar limite ao quanto de papel toalha podemos utilizar.

Eis mais um capítulo da minha vida-mangá...
Sabe, serei sincero. Talvez abusado, justamente por estar puto frustrado, mas estou sendo bem sincero... Eu desprezo os seguranças de shoppings, lojas e afins. Tem gente que acha que trabalhar como gari é a pior coisa do mundo. Eu acho que ser segurança de shopping é bem abaixo disso, visto que os garis parecem ter muito mais educação, enquanto a maioria dos seguranças parece que tem uma forte disfunção cerebral que os faz pensar que são alguma forma de autoridade, algum tipo de "polícia", e que isso justifica certa brutalidade ao falar com clientes de estabelecimentos, pessoas que PAGAM por algum serviço dali, tratando-os quase como animais. São cheios de preconceitos (eu já estou mais que acostumado a ser seguido por esses senhores quando vou a alguma loja) e bem confiados e mal-educadinhos quando fazem alguma abordagem. Minha mãe então, também acostumada a ser seguida em cada loja que entra, sempre me ensinou a não se meter com "essas pessoas"... E quando se trata de Manaus, minha cidade, a coisa é pior ainda porque o atendimento público aqui é simplesmente uma merda. E, bem, já houveram vários casos de abusos desses trabalhadores, como quando cosplayers foram "convidados" a se retirar do Manauara Shopping, e o caso absurdo do médico e esposa agredidos por seguranças no Amazonas Shopping. Bem, não acho que meu caso tenha sido tão grave, mas eu tenho de contar isso.
Tudo aconteceu na tarde da quarta-feira, dia 22. O local foi o Manaus Plaza, um dos shopping centers da cidade, no banheiro do terceiro andar, ao lado do cinema, perto das escadas rolantes que levam ao Centro de Convenções. Eu entro para lavar as mãos, e utilizo o papel toalha, como qualquer pessoa no banheiro. Lá dentro, atrás de mim, estava um desses seguranças (infelizmente não peguei o nome dessa criatura). Ao sair do banheiro, lembrei que eu esqueci de utilizar o meu antisséptico bucal, então voltei ao banheiro, utilizei o produto e utilizei mais uma vez o papel toalha para enxugar a boca, claro. E foi aí que o segurança vem me falar com tom abusado: "E aí, você vai acabar com todo o papel mesmo, é?".
Quando eu ouvi, primeiro eu devo dizer que fiquei pasmo. Tipo, de todas as pessoas que entram ali, usam o banheiro e utilizam o papel pra enxugar as mãos, ou se limpar, o que EU tinha que não poderia usar o papel? E não se pode dizer que eu estava abusando, eu era um cliente do lugar, e estava utilizando o papel normalmente, não peguei um rolo inteiro pra desperdiçar, usei o necessário. Almocei ali várias vezes, horas antes eu havia comprado chocolates na Caracol e mais trocentas coisas nas Americanas dali, e estava só esperando minha sessão de cinema começar. E mesmo se eu não fosse "cliente", fosse alguém que entrou no shopping apenas pra "usar o papel", que tipo de estabelecimento contrata esse pessoal cretino que trata os clientes desse jeito?
Eu contei de um a dez pra não mandar o senhor segurança tomar num lugar onde não bate a luz do Sol. Eu o encarei, pasmo, e falei: "Se eu quiser eu acabo. Eu sou cliente daqui, se eu quiser eu acabo com a porra desse papel, e daí?". Me virei e saí, ainda soltando um "Palhaço!...". Porque eu só posso imaginar que isso foi uma palhaçada, não consigo acreditar que isso aconteceu comigo. Mas antes que perguntem, não, ele não estava fazendo piada sobre o meu uso do papel. O modo que ele falou e me olhou não foi num tom humorado, foi de abuso mesmo. E o indivíduo ainda me seguiu quando eu saí do banheiro, eu percebi enquanto andava para fora daquele lugar. Quando eu entrei no cinema, antes de ligar pra uma amiga contando essa história, eu me virei pra ver como ele reagiria, ele parou um pouco longe, fazendo cara de paisagem.
Tudo bem que nesse fim de ano o que tem de marginal e afins entrando nas lojas é absurdo, mas eu não sou um deles e nem fazia nada de mal. Alguns indivíduos que estão ali supostamente pra garantir a segurança dos lojistas e clientes abusam da posição que tem. Sabe Deus o treinamento que eles tiveram, ou o procedimento de trabalho que as lojas dão para essas criaturas... Eu não confio mesmo em seguranças. Minha família toda, pelo histórico de ser seguido em lojas e serem abordados do nada - já que para seguranças aparentemente toda pessoa pobre e negra é bandida - me ensinou a manter distância desses vigias, e outros acontecimentos absurdos por aí só fazem aumentar tal desconfiança. Mas não adianta muito, como podemos perceber. Só sei que Manaus, e talvez o Brasil em um todo, precisa aprender a formar profissionais. Especialmente os que tem que lidar com o público.

Registro da confraternização da faculdade - 17/12/2010

Passando aqui pra deixar registrado - com um pouco de atraso, sei - a confraternização que teve do povo integrante da Agex, a Agência Experimental de Comunicação da Uninorte, a qual eu faço parte por estar no Cineclube da faculdade. A comemoração foi motivada especialmente pela nota 4 que o curso de jornalismo teve no MEC, nota mais alta que qualquer curso de jornalismo da cidade. Para informá-los, devo dizer que a nota máxima é 5.
Apesar de achar que não colaborei muito com isso XD eu fico especialmente feliz e orgulhoso por participar dessa equipe de ótimos professores e bons "colegas de agência" (desculpe, não achei termo melhor XD). No ano que vem, além do Cineclube, eu espero conseguir participar de algum projeto que envolva jornalismo escrito, pois acho que esse é o meu lugar e, bem, preciso treinar isso. E eu tenho ideias de projeto também que pretendo seguir por lá, espero que deem certo. Por ora, deixo aqui minhas felicitações e agradecimentos a todos da faculdade, especialmente da Agex.

Foto com quase todos os integrantes da Agex. Conseguem me ver? XD

Eu, alguns colegas de classe, minhas professoras do terceiro período e o coordenador do curso de jornalismo. Uma pena não ter fotos individuais com cada um, esqueci de levar minha câmera. Mas enfim, gostaram da minha roupa? XD

E é isso. Que venham os próximos períodos! Só espero que eles não comam (muito) o meu tempo de blogar...

Perfil: Jang Dong-gun

Jang Dong-gun (장동건) é um ator de origem coreana que, assim como vários, é polivalente: já se aventurou pela música, tem um bom currículo de doramas (séries de TV), e protagonizou filmes também. Dois de seus filmes, inclusive, foram recorde de bilheteria em seu país.

Jang Dong-gun

Ele chegou a estudar na Korea National University of Arts, mas saiu antes de se formar. Porém isso não deve ter sido problema já que ele conseguiu papéis importantes em séries. Seu primeiro papel foi como um dos protagonistas do dorama "Our Heaven" aos vinte anos. Com o tempo, passou a também investir numa carreira no cinema, estrelando em 1996 a comédia romântica "Repechage", que lhe daria um prêmio no Blue Dragon Film Awards (premiação da Coreia do Sul) de ator revelação no ano seguinte.
Mas suas conquistas não param por aí. Ele estrelou o filme "Friend" em 2001, que serviu para lhe tirar a imagem de um simples galã, e também foi o recordista de bilheteria na Coreia do Sul. Em 2003 o recorde seria quebrado por outro filme estrelado por ele, o drama de guerra "A Irmandade da Guerra", com o qual ele ganhou outro Blue Dragon Film Award, dessa vez como melhor ator. Posteriormente ele estrelou a produção chinesa "A Promessa", que é uma das produções mais caras da China e recentemente estrelou seu primeiro filme ocidental, "The Warrior's Way", dividindo a tela com Geoffrey Rush e Kate Bosworth.

Jang Dong-gun

Nome: 장동건
Nome romanizado: Jang Dong-gun
Profissão: Ator, cantor
Data de nascimento: 7 de março de 1972
Local de nascimento: Yongsan-gu, Seul, Coreia do Sul.
Altura: 1,82m
Peso: 68kg
Signo: Peixes
Tipo sanguíneo: O
Hobbies: Cantar, jogar golfe e baseball.
Site oficial: http://www.jangdonggun.co.kr/


Filmografia
Os filmes lançados no Brasil estão com os nomes traduzidos em negrito.
  • Repechage (1996)
  • Holiday in Seoul (1997)
  • First Kiss (1998)
  • Love Wind Love Song (1999)
  • Nowhere to Hide (1999)
  • Anarchists (2000)
  • Friend (2001)
  • 2009 Memórias Perdidas (2009 Lost Memories, 2002)
  • The Coast Guard (2002)
  • A Irmandade da Guerra (Taegukgi: The Brotherhood of War, 2004)
  • A Promessa (The Promise, 2005)
  • Typhoon (2005)
  • Good Morning, Mr. President (2009)
  • The Warrior's Way (2010)

Jang Dong-gunJang Dong-gun

TV
  • Our Heaven (1993)
  • Iljimae (1993)
  • The Last Match (1994)
  • Icing (1996)
  • Medical Brothers (1997)
  • Model (1997)
  • Myth of a Hero (1997)
  • Ready Go! (1998)
  • Love (1998)
  • Springtime (1999)
  • Ghost (1999)
  • All About Eve (2000)

Discografia
  • Trilha sonora de Our Heaven (1993)
  • Friendship : Dong-gun Jang & Chul Jun (1994)
  • Flying (1995)
  • Bon-seung & Dong-gun (1998)

Curiosidade
Jang Dong-gun é casado com a atriz e modelo Go So-young. O casamento dos dois causou frisson na mídia coreana visto que era um casamento há muito tempo esperado, os dois tinham um relacionamento de dezoito anos.

Jang Dong-gun

Fontes: HanCinema | Site oficial Jang Dong-gun | Wikipedia

Notícias bara: Dudedle Studio

Olha só essa notícia que achei no SoupGoblin's Stash hoje: o Dudedle Studio é um grupo dos Estados Unidos que elabora jogos bara. Sim, sabe aqueles jogos bara de relacionamentos - assim como aqueles shoujo ou BL - que a maioria de nós, pobres ocidentais que desconhecem o idioma japonês, penam pra jogar? Pois é... Agora parece que vão aparecer jogos bara traduzidos pro inglês em breve, o que é muito bom, não?
Para mais informações e novidades, sugiro que visitem o blog do Dudedle Studio, lá tem alguns jogos em flash (fiquei viciadinho no negócio XD) e ilustrações no estilo furry, quem gosta se joga lá.
Abaixo coloco um preview de um jogo já lançado no Japão, feito em conjunto com o mangaká Takezamurai. O traço é interessante, o estilo do jogo também. O estúdio avisa que ele será traduzido pro inglês em breve. Legal, huh?

Let's sing about it...

Um post sobre músicas amorosas do blog Dois Perdidos na Noite me fez relembrar de impressões que guardava comigo há tempos... Como bem sabem, eu adoro música, e adoro ainda mais a emoção que elas me dão. Não todas, mas algumas me tocam demais. Não é nada excepcional, acho que todo mundo tem aquela música que lhe toca fundo, lhe faz rir, chorar, lembrar de momentos ou pessoas... Contudo, não sei se é a percepção de alguém que já tem mais de vinte anos, creio que as músicas de hoje em dia perderam essa questão de "despertar emoções" sabe? As músicas de hoje em dia são muito ordinárias.

Craig David

E pensando nisso, percebo que não estou só. A Erykah Badu causou rebuliço no Twitter quando ela criticou a música negra de hoje em dia, que ela cansou dessa onda "techno" de hoje e que a música perdeu sua "alma". E eu concordo com ela. Se há o benefício de que, munido de um computador e os programas certos qualquer um pode se tornar um artista musical, realmente, QUALQUER UM é o que mais pipoca por aí, pessoas que não sabem colocar um pingo de sentimento em suas músicas.
O cenário musical hoje é deplorável, e juro que não falo isso por puro elitismo, é o que sinto. Não sei se o que mudou foram os gostos, o nível de seleção do público consumidor, ou se a indústria tá comercial até o último fio de cabelo, lançando qualquer coisa só para ter um lucro certo. Eu percebo isso comparando a lista de singles #1 da Billboard de anos atrás e de agora... Antes haviam mais músicas que ficavam semanas, muitas semanas em primeiro lugar. Muitas mesmo. Hoje em dia é quase uma música nova por semana. Me parece que nas décadas passadas o povo apreciava música melhor, consumia música melhor.
casal ouvindo músicaHoje em dia músicas que já foram clássicas, embalaram muitos momentos de nossa infância, o namoro dos pais, dos avós, ou foram hinos de festa, são consideradas brega. Mas eu comparo com as músicas atuais e eu percebo que a música perdeu muito. Se antes o pessoal primava mais e mais por arranjos elaborados, músicas mais longas, faziam um disco construído em cima de um conceito e tudo mais, hoje só se preocupam em colocar uma batida e um refrão que pegue. Não que antes não existisse música pop descartável, mas agora eu percebo que o mercado está dominado disso! E por que eu falo isso? Porque nada desperta minha emoção. Por isso minha encanação em entender como pessoas podem gostar de algo como Britney Spears, Justin Bieber, Fiuk, NX Zero, Rihanna, Charlie Brown Jr., Cine, Taylor Swift, Miley Cyrus, Ke$ha, Lady Gaga, entre outros... As músicas desses indivíduos não me despertam nada: não me dão vontade de dançar, não me fazem sentir apaixonado, feliz, triste, não me dão o que refletir, não me passam emoção nenhuma... alguns até me fazem sentir ojeriza, mas isso não conta.
Também me incomoda que o nível de interpretes também caiu muito. Cadê a vontade de expressar emoção enquanto se canta? A qualidade vocal? Por exemplo, antes tinhamos Whitney Houston, Barry White, Karen Carpenter, Minnie Riperton, Bette Midler, Billie Holiday, Frank Sinatra... Hoje temos cantores disfarçando suas falhas com uso abusivo de autotune. Podem dizer que esses gritam muito, exageram, mas eles me despertam algo dentro. E alguns eu não acompanhei a carreira, só conheci depois que decidi procurar. E não falo só de alcance vocal não, apesar de que considero isso extremamente importante já que falamos de cantores. Dizer que esse e aquele não canta bem porque "dança muito" pra mim significa porra nenhuma. Janet Jackson não tem uma voz muito potente, mas tem música romântica dela que é super emotiva. Tente ouvir "Come Back To Me", "Lonely" e "Again" pra você ver... E em contrapartida, Susan Boyle tem uma linda voz, mas é tão técnica, tão pobre de ousadia, de emoção... Eu insisto em perguntar: para onde foi aquela emoção que eu sentia ao ouvir canções? Hoje em dia, de intérpretes que eu acho que ainda valem a pena, só mesmo Michael Bublé, Christina Aguilera e Pink. O resto, é resto.
E me repetindo, o que espero de um possível futuro amor é que ele me desperte essas emoções tanto quanto as músicas me despertam. Nasci numa época em que ainda primavam pela emoção que poderiam trazer ao público. Quero que me dediquem a música "Baby" da Brandy, não a do Justin Bieber. Ou "Take A Bow" da Madonna em vez da Rihanna. Talvez seja por isso que os relacionamentos agora estejam tão fadados ao estresse e fracasso, eu teria enjoo de namorar ao som de Restart ou que me dedicassem uma música do Luan Santana... Cruzes!

Talvez a salvação da indústria musical não seja aquela desculpinha de combate ao download, mas simplesmente questão de encontrar intérpretes e compositores melhores. =)

 "Ouch!!!"

Enfim, chegaram...


FÉÉÉÉÉRIAS!!! ♥♥♥

Agora posso tirar um tempinho para as coisas que eu gosto... Hehe!

Sobre "Megamente"

Eu sempre faço questão de ver as animações cinematográficas. Apesar de ainda ter gente (ignorante) que ainda acha que esse tipo de produção é SÓ pra crianças, eu não estou nem aí. Fico no meio da pirralhada na fila do cinema, mas sempre que dá confiro na semana de abertura, e isso porque eu acho que as animações estão bem melhores, tipo BEEEEEEEEEEM melhores que muitos filmes com atores. Ultimamente parece que a moda são remakes, e os roteiros originais só estão disponíveis em animações. E Megamente é uma ótima pedida, uma zoação com o típico supervilão de comics.

Megamind
O vilão e destaque do filme, Megamente, e seu companheiro Criado, um alien fã de rock 'n' roll que lembra um peixe.

Por dentro da Mente
Megamente é um alienígena que foi enviado à Terra por seus pais junto com uma piranha alienígena (que seria sua babá), visto que seu planeta seria engolido por um buraco negro. Ao mesmo tempo, de um planeta vizinho que enfrentava o mesmo problema, outro alienígena é enviado para a Terra... o bebê alien que futuramente seria seu arquiinimigo Metro Man. Por infortúnio do destino, e um "empurrãozinho" da nave do bebê Metro Man, Megamente pousa em uma prisão, enquanto o Metro Man cai numa casa de uma família abastada.

Megamind
O pequeno Megamente e Criado, momentos antes de partirem para a Terra.

Quando pequenos, Megamente e Metro Man acabam na mesma escola. Metro Man faz sucesso com as crianças por conta de seus superpoderes. Megamente possui uma inteligência (ao menos para construir coisas) fora de série, mas infelizmente é atrapalhado, e todas as suas tentativas de se enturmar acabam dando errado. E por causa de tamanha rejeição, auxiliada com a competição entre ele e Metro Man e os "ensinamentos" dos presidiários, Megamente decide então fazer algo que ele acha ser bom: ser mau.
Daí começa a uma história enorme de lutas entre os dois. Até que um dia, em que o Metro Man será homenageado com um museu em sua homenagem, Megamente sequestra pela milésima vez a repórter Rosanne Rocha, que parece ser muito próxima à Metro Man, a típica namoradinha do herói. Mas o que parecia ser mais um plano furado acaba dando certo: Megamente acaba matando Metro Man sem querer e finalmente conquista a cidade. Então quer dizer que Megamente teve seu final feliz, assumindo o papel de tirano controlador da cidade de Metro City, certo? Errado. O vilão acaba tendo uma crise existencial. Com o fim de seu inimigo ele não tem mais motivação nenhuma para fazer o mal. Depois de um encontro sem querer com Rosanne Rocha durante um momento de lamentação por falta do que fazer, que lhe dá a ideia de que "heróis não nascem, são criados" de acordo com a situação das pessoas, Megamente tem a ideia de pegar o DNA do Metro Man para criar um novo herói para a cidade. O problema é que nem todas as pessoas aproveitam bem o poder que lhes é dado  e o novo "herói", o cameraman da Rosanne Rocha que tem fixação por ela, acaba se tornando um problema para a cidade. Como será que Megamente lidará com essa "competição"?

Megamind
A repórter Rosanne Rocha (nome e sobrenome com iniciais iguais, típico de HQ), que já tira de letra os planos de Megamente de tanto que foi raptada.

"Megamente" é um ótimo filme, assim como muitos da nova safra de animação, que faz apelo à todos, aos pais e filhos. O filme brinca com os velhos clichês de HQs e filmes de super-herói: o mocinho sempre bonzinho (tão bonzinho que alguns tomam ódio por ele) e o vilão absurdamente maléfico, e muitas vezes extrapolando o caricato (e por isso acaba sendo tão "simpático" que às vezes atrai o público), o fiel ajudante do vilão, a mocinha indefesa, os diálogos super "vergonha alheia" dos inimigos... tudo virando piada, seguindo o estilo de paródias de "Shrek" e "Monstros vs Alienígenas", embora "Megamente" seja um pouquinho mais discreto.

Megamind
O herói "construído" por Megamente, de nome Titã, que acaba não sendo tão heróico assim...

Porém a grande sacada do filme, em minha opinião, é a crítica que ele faz ao típico maniqueísmo visto em filmes e que, constantemente aplicamos às pessoas. Megamente não nasceu maquiavélico, ele foi induzido a isto. Cresceu numa prisão onde teve más influências, certo, mas percebe-se que o decisivo foi o fato dele ser ignorado por todos desde criança. Na escola ele tentava se enturmar, ser tão habilidoso quanto o Metro Man, mas justamente o que lhe faltava era... habilidade. E quando seus inventos davam errado, as pessoas viam tudo como se fosse uma diabrura. Sem falar que o fato dele ter sido achado na prisão, e eu somo aqui o fato dele ter a pele azul (notem que Metro Man apesar de alienígena é branco, podendo passar mais despercebido por ser mais parecido, "igual" aos outros fisicamente). Ele então resolveu aceitar o papel que lhe foi dado, já que esse parecia ser a única maneira dele chamar a atenção: ser um vilão. E com o decorrer da história ele percebe - assim como a cidade, e o público - que chega um ponto em que precisamos defender a coisa certa, precisamos defender alguém. E percebemos que até a aparentemente pior das criaturas pode despertar em si a consciência de fazer o certo se a situação exigir. Ninguém está destinado a sempre seguir pelo mesmo caminho se ele não faz bem. O pai de Megamente, antes dele partir, lhe falou que ele deveria ser alguém grande, mas não se ouve exatamente no quê, já que foi interrompido pela nave sendo fechada. Talvez isso seja uma alusão ao fato que nós é quem damos a direção do que fazer em nossas vidas.

Megamind
O herói Metro Man... que esconde um pequeno segredo que será descoberto perto do final do filme, que acaba meio que servindo de motivação para Megamente.

E para quem gosta de detalhes gráficos, devo observar que o desenho dos seres humanos lembra bastante o estilo utilizado em "Monstros vs. Alienígenas", meio "caricaturizado", mas os cenários são de destruir retinas, lindos, e que como comentam por aí, realmente não parecem feitos por computação gráfica. Se houvesse um prêmio no Oscar para efeitos visuais de animações, "Megamente" ganhava fácil, fácil.

E é isso. Criança ou adulto, mero espectador de cinema ou nerd de HQs assumido, assistam "Megamente", a história do supervilão com espírito de herói. Ah, e assistam os créditos finais que depois de um certo tempo tem uma cena extra.

Megamind

MusicMonday: Sexto Sentido

Depois de muito tempo, voltei a postar uma música no blog nas segundas-feiras. Na verdade estou postando isso na madrugada de segunda.
Enfim, sei que muitos vão virar a cara pra música que estou colocando em destaque hoje, mas não me importo, cada um com seu gosto. E, bem, a maioria nunca ligou para os posts de música mesmo...
É o seguinte: apesar desse ano ter sido muito, MUITO melhor que 2009 - um ano em que eu senti que eu cresci, desenvolvi melhor meus objetivos, passei a avaliar melhor as coisas... - teve um ponto dele que eu não gostei muito. Na verdade, nesse ano eu passei por um período não muito bom de se lembrar. Na verdade, até hoje ele me assombra. Como eu disse, a morte da Mocinha, minha cachorra, me afetou muito. E com isso desencadearam vários pensamentos em minha cabeça que até hoje luto pra tirar. Mas enfim, a vida é isso aí.
E no meio de muita confusão, choro, horas acordado de preocupação e um aperto no peito, fiquei pensando sobre como a gente era mais feliz na infância. Eu pelo menos fui bastante feliz, mesmo com problemas aqui e ali, mas aproveitei bastante. Porém não deixei de notar que agora não me resta quase nada daquela infância. Ideias, desejos, sonhos, tudo me foi arrancado aos poucos... e pelo quê? Por nada. Não quero despejar meus pensamentos depressivos aqui por inteiro, mas em resumo posso dizer que senti que laços importantes que eu mantinha desde a infância se quebraram. E agora estou lutando para tê-los de volta. E apesar das dificuldades, esse "tapa na cara" foi bom, porque me fez perceber que eu não estava vivendo, estava... me arrastando. E agora quero correr atrás daquela paz que eu sentia quando pequeno que para mim era a coisa mais importante do mundo. E quero fazer com que pessoas que eu vejo que estão na mesma situação também passem a valorizar melhor sua vida, afinal ela é única, creio eu. Só temos uma chance, então é bom aproveitá-la do que vê-la se arrastando...
E essa música da Xuxa, acreditem se quiser, foi uma das coisas que me ajudou nesse período. Me fez lembrar do quanto era bom sentir aquela magia da infância (podem fazer piada sobre "ter uma infância mágica", não ligo). Aquela "coisa" que há muito tempo me tinha escapado, mas que, aparentemente ela persiste em algum lugar aqui dentro. E eu quero mantê-la por um bom tempo, o tempo que eu tiver, porque o tempo em que virei "uma pessoa qualquer", sinceramente, eu não gostei. A letra pode ser bem infantil, ou clichê, mas nesses dias me reconfortou tanto... e eu simplesmente nem lembrava mais dela. E ver o vídeo dessa música, de um especial de Natal, me faz pensar no quanto é triste que certas coisas boas em meus tempos mais jovem simplesmente ficaram pra trás e sumiram. A vida é cruel (ou será que nós a fazemos cruel?), mas ainda acho que certas coisas ainda se mantém dentro da alma, seja lá o que ela for. E por essa música ter me lembrado disso eu a coloco aqui. Sei que ninguém vai entender isso que escrevi mas tudo bem. =)
Antigos baixinhos e saudosistas dos anos 90, assistam o vídeo... Faz bem relembrar!


Xuxa - Sexto Sentido

"Pode pedir
Você vai encontrar
Peça pro céu, pro mar
Teu sonho escondido

Pode pedir
Você vai renascer
Quando amanhecer
Teu sexto sentido

No futuro você vai ser feliz
Pode crer foi teu destino quem quis
Na beleza da flor
Você vai encontrar seu amor

No futuro você vai ser feliz
Pode crer foi teu destino quem quis
Deixa o tempo passar
Você vai descobrir seu lugar

É bom sonhar
Pra ver o mundo mais bonito
É bom sonhar
O teu desejo é infinito
É bom sonhar
A vida é um tesouro
De sonhos pra conquistar

É bom sonhar
Pra ver o mundo mais bonito
É bom sonhar
O teu desejo é infinito
É bom sonhar
A esperança existe
E nunca vai acabar"

Aquele sobre o Dia Mundial Contra a AIDS

Admito que estou receoso em fazer esse texto, já que muitas vezes eu acabo exagerando na maneira de me expressar e acabo ofendendo... Não é minha intenção, mas o dia de hoje me dá o que pensar.
É o seguinte: hoje, dia primeiro de dezembro, Dia Mundial Contra a AIDS... Acho que eu não preciso explicar o que é a AIDS e HIV, creio que todo mundo está careca de saber (mas se não sabe, clica aqui para informações, nunca é demais), mas alguns fingem não saber, digamos.

Acho que foi a Valéria do blog Shoujo Café que um dia me perguntou sobre o personagem Yusuke Ono, de Antique Bakery, no qual ela perguntava se ainda existiam gays como ele que tinham uma mentalidade pós-HIV, que consideravam isso um "castigo" ou "algo natural". E eu já tive depoimentos de uma pessoa que disse não se importar muito já que hoje em dia "AIDS seria uma doença crônica", que "com os remédios dá para se viver muito bem"... Bom, não tenho dúvidas que a vida de um soropositivo, da década de 1980/1990 até hoje, melhorou. Mas tratar a doença como se fosse algo fácil de se conviver é um engano tremendo. Talvez ter esse tipo de pensamento de que hoje a AIDS é apenas "mais uma doença" seja pura ignorância, aquela coisa de "só fala assim porque não está convivendo com isso", mas que existem pessoas que pensam desse modo, existem. E é disso que eu vim falar hoje, sobre como muitos se dizem bem informados, antenados sobre a doença, mas na verdade não estão. Fala sério, até hoje homossexuais carregam a fama de serem os únicos soropositivos, como se heterossexuais não pudessem ter a doença também. Para se ter uma ideia, segundo o Ministério da Saúde, 94,9% dos casos de mulheres infectadas pelo HIV em 2009 decorreram de relações heterossexuais. O número de idosos infectados, grande parte casados segundo uma médica com a qual me consultei anos atrás, também aumentou. Uma coisa que todo mundo deve aprender e que parece ainda ter certa resistência, sabe Deus porquê, é que qualquer um pode pegar a AIDS, e nem mesmo o casamento ou heterossexualidade (já que para alguns ser homossexual é sinônimo de ser promíscuo) lhe garante estar imune disso.


Também escrevo isso com certo receio porque quando falei com alguns amigos sobre AIDS e DSTs parece que eu sempre sou meio "cuidadoso", "careta" demais... Por exemplo, de umas dez pessoas que perguntei sobre se usavam camisinha no sexo oral, já que fluidos também podem transmitir o vírus, as que me disseram que usavam foram... nenhuma. Um inclusive, e hétero, disse que sexo oral sem camisinha não existe. Já ouvi outro amigo me confidenciar feliz que engoliu o semen de um desconhecido... e ele nem cogitava fazer um exame. Outro caso preocupante foi quando um amigo me contou que transou com uma garota (desconhecida, claro) sem camisinha... e a preocupação principal dele foi que talvez ela estivesse grávida.
Não que eu queria julgar ninguém, mas esse e outros casos me fazem pensar em certas coisas: primeiro, que a sociedade se tornou muito, MUITO hedonista. A possibilidade de doenças não amedronta ninguém na hora do prazer. A sociedade do "pega e não se apega" é tão adepta do prazer imediato que se isenta das responsabilidades...  Uma dessas pessoas me disse que eu "encano demais" com isso e que "nunca me relacionaria com ninguém", e não é bem assim. Longe de querer ser o "perfeito", mas é que eu prefiro me cuidar porque eu odeio ficar doente. Odeio médicos, odeio até uma simples gripe. E eu sei que contrair o HIV muda a vida de uma pessoa, e para mim essa "mudança" não vale a pena por apenas um gozo. É também por isso que não gosto de relação sexual com desconhecidos, não é pra posar de santo, é porque eu ficaria mais encanado sobre como evitar as inúmeras DSTs que eu estarei me arriscando a pegar do que ter prazer, e isso ninguém merece, não é mesmo?... Sim, sexo é muito divertido, mas eu percebo que também necessita de uma boa dose de maturidade, já que no fim acaba todo mundo, como diz minha mãe, "contando com o ovo no cu da galinha", achando que nunca vai acontecer com ela.
E segundo, assim como muitos acham "falsidade" lembrar de amor e união só no Natal, percebo certa falsidade também no Dia Mundial Contra a AIDS. Muitos colocam twibbons da fita vermelha no dia de hoje, mas será que muitos colocam em prática as dicas de prevenção? E o que falar da imprensa, especialmente televisiva, que ainda "pisa em ovos" ao tocar no assunto? A única emissora de TV que eu lembro que fazia programação inteira dedicada ao dia de hoje, com propagandas bem diretas, era a MTV, e hoje nem sei se isso ainda acontece.


Pra encerrar, eu sugiro a todos que tirem um tempo pra pensar realmente sobre a AIDS e sobre como ela pode afetar sua vida, diretamente ou não. Não dá mais pra ficarmos ignorando, nem perpetuando mitos, preconceitos... Temos todos de encarar isso de frente e fazer algo sobre isso. TODOS!