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Conseguimos! YAOI REVOLUTION!!!

CONSEGUIMOOOOOOOOOOOS!!!!!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! XD
NÓS SOMOS FODA!!!
CHUUUUUUUUUUUUUUUUUUPA YAOI HATERS!!!!!!!!!!!!!!!

Puta merda (perdão pelos palavrões), estou muito feliz. Muito, muito!
O que começou como uma inocente brincadeira se transformou numa revolução de verdade! Botamos a tag #YAOIREVOLUTION em primeiro nos Trending Topics brasileiro do Twitter! Nós, os fãs de yaoi! Nós todos!


Pra se ter uma ideia, postei acho que mais de 200 tweets numa madrugada! Se valeu a pena? Ô se valeu! Um monte de gente unida, fazendo piada, rindo (eu ri muuuuuuuuuito enquanto twittava), protestando... Eu twittei recados para editoras e muitos deram RTs. Muito obrigado aquem apoiou esses meus tweets! E tenho certeza que muitos vão acordar encucados perguntando porque tanta gente twittou sobre esse tal yaoi. XD
Uma pena eu não poder twittar pra comemorar (o Twitter me bloqueou SEGUNDOS antes da tag alcançar a primeira posição), mas aqui está o registro histórico desse dia: o dia em que o yaoi dominou o Brasil! XD


Shun agora está feliz! Hahahaha! *interna*

Masoquista ou pé frio?

ATENÇÃO: Um post otaku... Desculpas a quem não entende nada de anime/mangá. XD
ATENÇÃO 2: O post pode conter SPOILERS pra quem não leu Fruits Basket, Honey & Clover, Ouran High School Host Club e Zettai Kareshi. Se não quiser saber, não leia este post!

Em algumas situações na vida eu me considerei muito sortudo, sabe... Mas em outras, bem, digamos que a situação não foi ou é favorável. Por exemplo quase sempre que decido acompanhar uma final do Flamengo (sim, sou flamenguista - não, não faço piada dos times alheios e não gosto que façam do meu, acho de extrema infantilidade) ele perde, então eu nem acompanho os jogos.
Outra coisa que não dá certo comigo é quanto aos casais de mangá/animê... Não sei direito, mas aparentemente eu sempre torço pro casal que está predestinado a não dar certo. Ou então, ao desenrolar da história, o foco amoroso muda de um personagem pra outro, e algumas mudanças ao meu ver são muito forçadas... E como eu odeio isso! XD Isso já aconteceu muitas vezes em muitos títulos que acompanhei... Vou falar de algum deles.

Honey & Clover... Acho que essa foi a maior decepção da minha vida.
Pra começo de conversa, eu conheci a obra pelo dorama. De início achei tudo muito legal, e fiquei encantado pela amizade e gentileza de Takemoto pela Hagu. Até que chegou o episódio em que a desgraça do Morita da um beijo na Hagu... Nossa, vocês não imaginam a minha decepção.
Daí eu decido investigar sobre o mangá. Não acreditava que a Hagu ficava com o merda Morita. Mas sim, é verdade... Hagu termina com o ser mais idiota da série, Takemoto, um doce de garoto, fica chupando o dedo. E a tortura em acompanhar o mangá agora ainda é pior, a história é ótima, mas não consigo evitar de ficar torcendo pra um casal que nunca vai acontecer. Argh!

Com Fruits Basket a situação foi estranha. De início parecia que a Tohru iria ficar com o Yuki. Eu achava que ela combinava mais com o Kyo. Ficava apensando: "Puxa, a Tohru bem que podia terminar com o Kyo, mas é visível que ela vai ficar com oYuki". Eu não desgostava o Yuki, mas achava ele "perfeito demais" pra Tohru.
Mas, para minha surpresa, a história se inverteu. Kyo começou a gostar dela, e ela dele. Yuki então disse que amava a Tohru, mas como uma mãe (?????????). A explicação que ele dá até que faz sentido mas achei tudo tão... esfarrapado. E a partir daí, acreditem se quiser, comecei a pensar se não era melhor o Yuki ter ficado com a Tohru. Hahahaha! *vira-casaca* Mas nesse caso, o casal não me dá raiva. O final de Tohru e Kyo é lindo. Leiam Fruits Basket! *_*

Um final que eu odiei, desprezei, amaldiçoei foi o final de Zettai Kareshi.
Nossa, a burra da Riiko sempre quis um "namorado perfeito". O Soshi fazia tudo por ela: cozinhava, limpava, ajudava... a amava! Mas ela escolhe ficar com quem? Uma porra de um boneco. A história é engraçada, divertida, mas quando ela parte o coração do Soshi ao escolher um boneco em vez dele, edição 5 acho, eu quase vomitei de tanto desgosto. Vá se f... Riiko!

E agora chego ao motivo que me levou a desabafar nesse post. Ao ler a edição 13 de Ouran High School Host Club eu senti um gostinho amargo.


Desde o começo achei Tamaki e Haruhi perfeitos um para o outro.  Desde o primeiro volume, sério! Tamaki é burro e egocêntrico ao extremo, a Haruhi é deencanada e desmotivadíssima pra qualquer coisa. Ele se ofende fácil com qualquer coisa, ela tem uma sinceridade absurda. Enfim, opostos que se combinam muito bem, me deram horas e horas de risada enquanto lia o mangá. Mas essa ideia de colocarem o *PIIIIIII* apaixonado pela Haruhi tá me dando nos nervos. A edição 13 foi só sobre isso.
 Só sei que eu detesto os gêmeos (são engraçados, mas duvido que eles sejam capazes de amar alguém com sinceridade, observação minha). Se a Haruhi terminar COM ESSE em vez do Tamaki, esse será o dia em que botarei fogo na minha coleção de Ouran. Final mais estúpido EVER!


E a grande ironia é que escrevo isso esperando a edição 3 de Honey & Clover... É, acho que no fim eu gosto de sofrer mesmo. =______=

Oba, oba! E falando em bara...

...saiu scanlation nova do Takeshi Matsu! *heart*
História simples, mas é boa... No melhor estilo Matsu de bara mangá. Huhuhuhuhu. *risada perva* Ah, acho que nem preciso dizer, mas enfim: leitura proibida para menores de dezoito anos!

Takeshi Matsu

O one shot você encontra pra baixar aqui no SoupGoblin's Stash. Um bom blog pra se visitar caso curta bara, hehe...

Aliás, falando nisso, o site Baralover procura pessoas que sabem japonês pra traduzir alguns títulos. O dono disponibiliza os originais e tudo. Claro que tal tradução teria que ser em inglês, então se você conhece as duas línguas e gostaria de ajudar os fãs desse gênero (eu!!!) quase esquecido, por favor visite o site e mande um email para o dono do site se oferecendo pra ajudar (eu faria se fosse fluente em japonês, tenho de aprender nihongo urgente, ugh! T_T).

Yaoi x Bara??? (18+)

AVISO: Post com imagens de nudez masculina e homossexualidade. Se não gosta, não prossiga!

Olá povo! Aqui estou eu voltando com um assunto com o qual eu gosto de tratar, mas que não sei se todo mundo entende. XD Tenho medo de ser específico demais quando falo sobre algo da cultura japonesa. E misturando com cultura gay então... Mas enfim, hoje farei uma pequena discussão sobre yaoi e bara, coisas que interessam a muitos que passam por aqui. Tentarei ser o menos "técnico" possível. Tentarei! XD

Vamos começar do começo... XD
Primeiramente, vamos recapitular as noções de cada gênero de mangá (mangá = quadrinhos japoneses, acho que pelo menos isso todo mundo sabe, né? XD), tendo já a noção que os dois tratam do mesmo assunto: casais homossexuais masculinos.

YellowYaoi é o que eu gosto de chamar de "subgênero do shoujo", já que hoje em dia o termo ganhou vida independente e muitos nem sabem que um mangá yaoi é shoujo (ou josei). Mas é fácil saber que yaoi (ou Boys Love/BL) é shoujo pelo fato que são mangás femininos, criados em sua maioria por mulheres. Shoujo e josei são mangás direcionados para moças e mulheres adultas, respectivamente.


Jiraiya bara 








Bara são as produções feitas por homens para homens. Gays para gays, pra ser direto. Nesse caso, elas se enquadrariam em produções adultas pornográficas, hentai mesmo, ou seinen (produções para homens adultos). Também são conhecidas por Gei comi ou - olha só - Mens Love, ou ML.

Levei um tempinho pra aprender a diferenciar tudo, mas não é tão difícil depois que se acostuma.

Enfim, vamos ao que interessa. Depois que se aprende a diferença fundamental de BL e ML, aí vem a treta: qual é o melhor? Qual eu devo ler? Meninas podem ler bara? Gays gostam de yaoi? Vamo lá... Analisemos!

Yaoi na visão dos fãs de bara
É sabido que muitos homens gays rejeitam mangás yaoi por acharem as histórias muito "água-com-açúcar" (alguns levam isso em nível que eu considero extremo: lembram dos heterocaras fãs de shounen que acham que shoujo é "mangá de mulherzinha"? É por aí...), fora da realidade (gay), e até consideram-nas homofóbicas de certo modo.

Haru wo Daiteita

Como leitor dos dois gêneros posso dizer que esses pensamentos tem um pouco de razão. Ao mesmo tempo que não.
Por exemplo: uma coisa duramente criticada nos yaoi são os personagens estereotipados ao extremo. Falo daqueles casos em que o seme (o ativo) é sempre uma pessoa maior (não necessariamente mais músculos, falo da altura), rude, cretina, violenta, dominadora... Máscula. E o uke (o passivo) é praticamente uma moça, visualmente falando. Em características psicológicas, sofrem do que eu chamo de "Complexo de Bella" (já leram Crepúsculo? XD): moscas mortas, estúpidos, chorões, lambem o chão que o seu seme pisa, vivem sendo humilhados (e acham que isso é amor), exageradamente frágeis... Alguns acreditam que isso reforça a ideia de que todo passivo é afeminado. O ativo é que é o macho. Velha história de papéis pré-concebidos. Eu particularmente detesto quando fazem um uke muito feminino. Não falo do estereótipo "sexo frágil", mas sim do visual andrógino. Algumas mangakás pegam pesado nesse visual e eu acabo não vendo um casal de homens, mas sim um casal hétero, o que me tira a graça total.

Pode ser o estilo da mangaká, mas eu odeio quando fazem um doujinshi KakaIru com o Iruka (ele é quase sempre uke das histórias XD) numa aparência feminina. Broxante! Uó! ù.ú9

Muitos justificam a ideia que mangás yaoi tem sua dose de homofobia aí, sem falar que sempre tem um deles que se recusa a ser tratado como gay. Yuki Eiri de Gravitation por exemplo flertava a vontade com mulheres mesmo que "amasse" o Shuichi. Sem falar nas típicas declarações como: "Eu não sou gay. Sou apenas um homem que se apaixonou por outro homem". Yaoi não é muito de levantar bandeira LGBT. E sendo sincero, acho que esse não é e nunca foi o objetivo do yaoi. Para exemplificar essa ideia cito um trecho de um texto sobre yaoi publicado na edição 4 brasileira de Princess Princess criado pela Valéria Fernandes:

"...[mangás yaoi] apresentariam um tipo de romance mais igualitário, pois, sendo ambos os personagens masculinos, eles gozariam de total liberdade para se expressar, o que em uma sociedade como a japonesa nem sempre é possível, principalmente para as mulheres. Logo esses mangás seriam representações dissimuladas de relacionamentos heterossexuais."

Com isso explicado, repito-me dizendo que alguns homens gays do Japão (alguns de fora dele, pelo mundo, também) tem suas razões para desgostar de yaoi, mas deve-se observar que nem todas as histórias seguem os mesmos padrões. Nem todas descambam pro sentimentalismo puro ou os estereótipos gastos. Algumas histórias - algumas obras da Fumi Yoshinaga por exemplo - até que fazem um serviço "gay-friendly" falando de um modo menos "fantasioso" da cena gay masculina. Acho que até hoje nunca vi um  personagem gay tão verossímil em mangá shoujo - não é yaoi - como o Yusuke Ono de Antique Bakery. Parece absurdo eu falar isso (quem já leu o mangá é que vai entender), vide o "charme demoníaco", mas eu falo é das atitudes descuidadas, comportamento destrutivo e baixa auto-estima que o leva a ser promíscuo daquele jeito... Eu pelo menos conheci muitos Yusuke Onos. Muitos!
E claro, não posso deixar de falar que a premissa de que todo mangá para mulheres é ruim justamente por "ser direcionado para mulheres" é absurda.

Bara na visão das fãs de yaoi

Bara

Para os homens gays fãs do gênero, bara não poderia ser melhor. Nada de personagens com cara de garotinho(a), corpo esguio... Aqui eles tem barba, tem massa muscular (se possível, umas gordurinhas). Estes também se recusam a desempenhar papéis como seme e uke. Na verdade, nem dá pra saber se tal personagem é seme ou uke de cara, só lendo pra saber. E as histórias algumas vezes focam somente na tensão sexual. Sim, sexo, sexo e mais sexo. Paixão? Amor? Que coisa de mulherzinha...
E justamente tudo isso é visto com maus olhos por algumas fãs de yaoi. O físico dos personagens foge muito do ideal de beleza no Japão, que valoriza o meigo, delicado... Muitas então amam os caras andróginos. Eu já me deparei com comentários de algumas poucas meninas em Orkut e sites yaoi dizendo que achavam alguns traços no bara "grotescos". XD
Mas uma crítica de algumas fujoshi que eu endosso é a falta de profundidade das histórias bara. A grande maioria não possui personagens muito desenvolvidos. Cadê a confusão de sentimentos? Os conflitos? O drama? O clímax?... Cadê a história?... Não que todos os contos começam e terminam em sexo direto, mas alguns são assim bem rasinhos... Também observo uma falta de publicações contínuas, ou seja, uma história completa de bara, uma saga com começo, meio e fim. O que se encontra são contos, pequenas e curtas histórias. É coisa rápida, fast food, assim como a maioria dos casais da histórias, outra coisa que desagrada quem lê yaoi, e me desagrada também.
A quantidade de sexo casual no bara é enorme. Se os yaoi propagam o estereótipo dos "afeminados", muitos autores de bara mostram total desapego em relação a casais estáveis. Se ativistas gays do Japão criticam o yaoi por "ser homofóbico", o que eles dizem das publicações que mostram o sexo casual com estranhos? Isso não reforçaria o estereótipo do gay promíscuo? Algumas histórias até tentam convencer que dali sairá um caso amoroso, mas fica a impressão de palavras vazias. Em um português mais claro: o famoso "amor de pica". Mas tudo bem, o público não exige mais do que aquilo mostrado: erotismo explícito.
Para verem que não é mentira, eis uma página de um oneshot bara do Jiraiya onde ele escreve para os leitores da revista gay japonesa G-men onde a história foi publicada: "Dessa vez... É um mangá 100% feminino, cheio de amor e romance. Desculpe se isso ofende". Tá no último parágrafo.


A história a que ele se refere você lê aqui (em inglês).

Mas como sempre falo, toda regra tem suas exceções, e alguns autores felizmente acrescentam algo mais às suas historias: o mais criativo que vi até agora foi o Takeshi Matsu, que eu vivo elogiando e que já falei no blog aqui e aqui. Nem sempre ele acerta, como um certo conto claramente envolvendo pedofilia que quase me fez odiá-lo, mas geralmente suas histórias são bem divertidas ao mesmo tempo que, bem, excitam... =) E alguns personagens são até bem definidos, apesar das poucas páginas. Alguns demonstram desenvolvimento psicológico suficiente pra ser explorada em contos maiores. Algumas histórias dele mostram casais muito bem envolvidos. *comemorando*


Já outros autores usam de certos estereótipos próprios da comunidade gay que irritam demais. Um deles já citei, é a promiscuidade, vício em sexo anônimo, hedonismo puro... Mas quero citar outro: a maioria das histórias de Gengoroh Tagame utilizam de humilhação nas cenas de sexo, frequentemente utilizando palavras depreciativas para gays. Devem existir gays que gostam de ser chamado de "gayzinho de merda, putinha, safada" na cama, que ache isso excitante, mas eu tenho aversão a essas situações.

E o resultado é...
Cada fã tem suas razões para defender o que gosta, alguns são bem firmes. Mas no fim acho que não existe melhor ou pior.
Sou da filosofia de que "sendo bom, me agradando, eu gosto e pronto". Adoro alguns shounen, adoro shoujo... Eu gosto de tudo um pouco. E a coisa não é diferente para yaoi e bara. Sim, cada um tem seu público alvo, mas acho que nada é tão excludente que não possa ser admirado tanto por leitores de yaoi quanto de bara.


Dependendo do clima, gosto de suspirar ao ler uma história em que um casal de homens é admirado no país todo por se amarem, e aceitam praticamente sem qualquer resistência como em Haru Wo Daite Ita. Em outros dias, quando enjôo de ver rostos e casais perfeitos, me dedico a ler um conto do Matsu.
A única coisa chata da história é - desabafo à vista - que yaoi já encontrou público mundo afora, enquanto que no Brasil... Bara então, é algo praticamente undergound, nem mesmo é muito difundido fora dos EUA. Mas engraçado é que, pelo que vejo no Orkut e outras midias sociais, no Brasil muitos leitores gays nem ligam muito pra essa história de que yaoi é muito mulherzinha e que bara é muito vazio. Um fã de uma comunidade bara você encontra também numa comunidade yaoi. Talvez seja pela falta de conhecimento (eu mesmo classificava tudo como yaoi tempos atrás) ou talvez porque muitos não pensam em perder tempo classificando as obras, mas ao observar alguns, vi que boa parte quer saber mesmo é de ver que existe literatura que reconhece a homossexualidade, seja na ótica que for. Com o tempo, cada um construirá seu gosto pessoal.
E pra encerrar: yaoi ou bara, fique com o que lhe diverte. Ponto final.

MusicMonday: I Am Free

A música hoje seria outra, mas hoje me veio uma sensação de paz que acho que essa música expressa bem. E complementa meus sentimentos do post anterior. Entendam como quiserem.
Mariah na sua melhor forma... ^^

Mariah Carey - I Am Free




"Uma vez eu fui um prisioneiro
Perdido dentro de mim mesmo
Com o mundo em minha volta
Vagando pela tristeza
Mas agora eu sou livre...

Você me deu um sopro de vida
Clareou meus visão
Com uma doce serenidade
Irradiando um raio de esperança para mim...
E agora eu sou livre...

Livre para viver
Livre para rir
Livre para ir ao céu
Livre para brilhar
Livre para ceder
Livre para amar
Livre o bastante para voar

Uma vez estava tão sozinho
Instável e frio
Mas seu amor veio sobre mim
Levando embora as incertezas

Mas agora...
Agora
Eu sou livre"

Perdão...

Não sei se é o signo, meu espírito, ou algo do tipo... Mas é o seguinte: enquanto minha memória é ruim pra várias coisas, numa ela não falha: guardar rancores. Lembro do dia, ocasiões, palavras desferidas... Cada situação ruim é um flash!
Até hoje eu guardo muitos rancores de algumas pessoas. Os motivos foram muitos, e às vezes eu tive a culpa. E aparentemente, muitos continuam guardando raiva de mim.
Mas nos últimos dias fiquei pensando: a maioria desses hoje não está nem aí pra mim. E se estiverem, nada posso fazer. Mas uma coisa eu tenho de fazer: esquecer.
E não é fácil. Não mesmo. Algumas pessoas me touxeram tanta miserabilidade que até hoje sinto vontade de socá-las se as vir passando do outro lado da rua. Em se tratando de vida social, a minha foi muito difícil em alguns aspectos... Mas não quero mais isso pra mim.
Não quero ficar guardando tanta negatividade por tanto tempo. Chega! Chega de olhares de ódio, menosprezo, falar mal em Orkut... Quero felicidades!  Quero diversão! Quero coisas novas!... Passei muito tempo cultivando ruindade em meu coração. Como disse num post anterior, finalmente vejo coisas novas em meu caminho. Graça de Deus? Talvez, por que não?
Sei que  provavelmente estes não serão os últimos que vão me machucar. Sei que a cada bom momento, terei mais uns cinco ruins, mas... Mas existe algo me dizendo que há coisas melhores na vida do que guardar rancor.
Agora estou livre!



Continua no próximo post...

Perfil da semana: Rain

Atrasado, mas eis o novo perfil.
Rain, cujo nome de batismo é Jeong Ji-hoon (정지훈) é um cantor coreano muito conhecido e admirado não só na Coreia do Sul, mas em todo o show business asiático, e mais recentemente também chamou a atenção do público ocidental.

RainRain descobriu a paixão pela dança desde cedo, enquanto cursava a sexta série. Por causa disso, ele teve problemas em manter suas notas altas na escola ao mesmo tempo que praticava seus passos.
Passado algum tempo ele entrou na Anyang High School of Arts onde ele treinamento em artes cênicas. Porém seu objetivo, acima de tudo, era ser um cantor. Ele até participou de uma boyband chamada Fanclub, que não durou muito tempo.
O começo dos anos 2000 não foram fáceis para Rain. Nesse ano sua mãe morreu de diabetes. Sem dinheiro e tendo que cuidar da irmã, ele comeou a fazer testes em agências de talento. Segundo ele próprio, ele foi recusado em várias por causa de seu visual. Nesse ano ele fez um teste para uma famosa agência, a JYP Entertainmente e lá foi aceito.
Inicialmente Rain fora contratado como backup dancer, mas em 2002 teve a oportunidade de lançar seu primeiro disco, Bad Guy. O single de mesmo nome foi um sucesso, o que levou ele a participar da série televisiva Sang Doo! Let's Go To School, que tambem foi de igual sucesso. Mas o melhor estaria por vir: em 2004 ele estrelou o famoso drama coreano Full House que foi uma das séries de maior audiência da Coreia do Sul. A série foi apresentada em outros países, como as Filipinas, Indonésia, Cingapura, Malásia, Vietnã, China, Tailândia, Japão, Taiwan e os Estados Unidos. A série lhe rendeu um prêmio pela sua atuação e fez com que a popularidade de Rain alcançasse níveis altíssimos em toda Ásia. Por causa disso, seu terceiro álbum chamado It's Raining, lançado no mesmo ano, é o álbum mais vendido de sua carreira discográfica, ultrapassando um milhão de cópias vendidas no continente.

Rain

Em 2007 a revista People o incluiu na sua lista dos mais bonitos. No ano seguinte conquistou um papel no live action americano de Speed Racer como o rival Taejo Togokahn. Tal desempenho impressionou os irmãos Wachowski, diretores de Speed Racer, e convidaram Rain para estrelar o filme Ninja Assassino, que eles produziram.
Já faz um tempo que Rain expandiu tanto sua fama que ele hoje tenta desenvolver um nome no show business americano, e os Estados Unidos parece ter interesse em seu trabalho. Será que Rain poderá quebrar as barreiras que muitos americanos tem com os artistas asiáticos? Com o tempo, veremos.

Nome: 정지훈
Nome romanizado: Jeong Ji-hoon
Nome artístico: Rain, Bi (비, Coreia)
Profissão: cantor, ator, modelo, fashion designer
Data de nascimento: 25 de junho de 1982
Local de nascimento: Seul, Coreia do Sul
Altura: 1,84cm
Peso: 74kg
Tipo sanguíneo: O
Signo: Câncer

Rain

Discografia
  • Bad Guy (2002)
  • How to Avoid The Sun (2003)
  • It's Raining (2004)
  • Rain's World (2006)
  • Eternal Rain(2006) - álbum lançado no Japão
  • Rainism (2008)

Filmografia
Os filmes lançados no Brasil estão em negrito.
  • I'm a Cyborg, But That's OK (2006)
  • Speed Racer (2008)
  • Ninja Assassino (Ninja Assassin, 2009)
RainRain

TV
  • Orange (2002)
  • Sang Doo! Let's Go To School (2003)
  • Full House (2004)
  • A Love To Kill (2005)

Curiosidades
  • Rain possui sua própria linha de roupas, chamada Six to Five. Ele mesmo cria os modelos.
  • Ele possui a alcunha de "Usher asiático".
  • Rain é um dos poucos artistas asiáticos que trouxe sua turnê para os Estados Unidos. Os shows em Las Vegas, Nevada de 23 e 24 de dezembro de 2006, no famoso Caesars Palace teve seus ingressos esgotados na primeira semana de vendas.
Rain

Santo domingo...

Sabe, eu nem curto muito falar sobre minha família aqui... Detesto esse "Programa da Márcia feelings". Mas às vezes é difícil aguentar, olha... Eu nunca, NUNCA vi uma concentração tão grande de gente com tanto problema juntos. E por mais que eu tente me isolar disso, sempre me metem no meio.

Márcia Goldschmidt
"Márcia, minha família não gosta de nada do que eu faço, Márcia! Não posso fazer nada. Eles falam que eu como muito, Márcia!..."

Uma tia querida decidiu me levar pra comer lanche, tudo por conta dela. Sabe aqueles casos de "Quando a esmola é demais o santo desconfia?". Pois é. Isso ressoava na minha cabeça, mas eu não quis ouvir... Mas enfim, comemos. Pedi dois sanduíches porque eu nunca como um. E ela não reclamou.
Então chega o dia de hoje. Pergunto então se tem pão na casa pro café da manhã e peço dois. Essa tia então decide falar que eu como demais, emendando que eu abusei pedindo dois sanduíches ontem, que ela pensou que iria sobrar dinheiro mas que por conta do meu pedido não sobrou nada, que "deveria tomar suco ou leite pra enganar o estômago, senão você acaba ficando gordo".
Não colocarei uma foto dela, mas essa familiar que critica meus hábitos alimentares tem um físico mais ou menos assim:

Rasputia

É mole?
O engraçado é que por muitos anos eu fui uma criança obesa, e me enchiam tanto com isso que desenvolvi anorexia. Ficava dias sem comer nada, minha mãe praticamente me empurrava comida. Todo mundo me falava que eu era só osso e que deveria comer mais. Quando eu desencano e volto a sentir prazer em comer, me criticam. E eu não acho que exagero, não sou idiota. Eu sei a diferença de "comer bem" pra "viver em função da comida". Mesmo assim, é incrível como esse povo não consegue ficar satisfeito com nada que eu faço.
Como eu falei em um post passado, quem fala o que quer, ouve o que não quer. E ironicamente minha família sofre do mal de falar o que pensa, doa a quem doer, mas quando eu decido falar de volta, é o fim... É raiva, é choro, é promessa de que nunca mais vão falar comigo ou que me darão alguma coisa. Não sei se é minha aparência, mas o povo subestima miha capacidade de ser cruel. E acredite, não me orgulho disso.
Povo aqui não sabe ficar calado. Começando pela minha avó que, sei lá, talvez esteja senil, mas ela não pára de falar um segundo sequer. E tudo bem que vehinhos adoram contar sobre suas passagens devida, mas a minha avó não. Ela apenas reclama. Reclama, reclama, reclama, reclama, reclama, reclama, reclama... Sim, algumas vezes ela tem motivos pra isso (um filho alcoólatra, um filho com um forte distúrbio psicológico - e não é exagero, é a mais pura verdade, ele é doido de pedra - , duas outras que se preocupam mais em alisar cabelo do que se alimentar...) mas até mesmo quando as coisas estão em paz ela não pára de se lamentar.
E hoje, claro, domingo, todo mundo esta em casa. Resultado: uma falação horrível o dia todo. Lamúrios e acusações pra todos os lados. E alguns vivem perguntando porque eu fico trancado no quarto quando todo mundo se reúne. Só não digo que é pra manter o pouco de estabilidade mental que me resta por educação...
Lembro que no Natal um deles falou que eu odiava a família, que eu odiava todo mundo. Brilhante dedução. Veremos quando eles vão perceber de quem é a culpa.

PS: Nunca, por NADA deste mundo saio para comer com qualquer um da família novamente.

Depois da tempestade...



Mais uma vez tive notícias suas.
Mais uma vez houveram lamentações, raiva, tristeza... E por mais que isso me deixava preocupado, eu hoje não ligo mais. Não mesmo. Por mais estranho que possa parecer (pra mim).
Foi-se o tempo em que eu achava que minha preocupação, atenção e tudo mais te fizessem ver que apesar de todos irem e virem em sua vida, eu estava ali. Eu queria estar ali e estava disposto a ficar, mas... Eu detesto algumas letras de música absurdamente óbvias da Pitty, mas dessa vez eu até posso parafraseá-la com sinceridade: eu estava ali o tempo todo, só você não viu. E não é raiva, é acomodação, talvez... Me acostumei. Já sei que não vai adiantar nada e a vida continua. Tenho muitas coisas a fazer agora. Não dá pra perder tempo com coisas inúteis, sinto que agora novas portas estão se abrindo pra mim, só isso.
Incrível como tais palavras, que antes me deixavam apreensivo, agora não me abalam. Até porque, cá entre nós, sabemos muito bem que isso é apenas dramalhão mexicano pra atrair atenção, né? Mas não se preocupe, eu desejo realmente que você ache quem esteja disposto a ficar do seu lado. Antes de tudo eu sempre queria ser seu amigo. Todavia, devo aconselhar que não vale abusar da bondade das pessoas, aí você não pode culpar mais ninguém além de você próprio.

E reiterando... Você não me afeta mais. Ainda bem.

Sobre aniversários e surpresas

Não sei se já falei aqui, mas nesse ano comprei uma agenda para que eu comece a me acostumar a lidar com compromissos e prazos, coisa que eu não me dou muito bem (ariano). E logo no comecinho de ano saí disparado anotando as datas de aniversário dos amigos, e para minha surpresa (na verdade nem tanto) alguns disseram que eu não precisava me lembrar dos aniversários deles.



Bem, não sei desde quando fazer aniversário ficou ruim, e eu respeito quem pense assim, mas eu não entendo. Por que isso? Vocês não gostam de ficar mais velhos? Acham que mais um ano de vida é mais um ano próximo de sua morte? Aconteceu algo traumático no dia? E não, não estou sendo sarcástico ou reclamão, é que eu não entendo mesmo. Estou só matutando sobre isso.
Eu particularmente fico mais feliz quando lembram do meu aniversário, é como se lembrassem... de mim! E isso pra mim é raro, então toda ligação ou alguma lembrança do tipo mandada pra mim eu aprecio muito.
Mas confesso que nem sempre aniversários são felizes para mim. Bem, eu já deixei de ser criança então não me fazem mais festas ou me dão (muitos XD) presentes. Admito que nesse dia eu me sinto um tanto solitário porque gostaria de celebrar com todos que eu gosto mas infelizmente não é possível. Aliás, até tentei, mas acho que sou um péssimo promoter para festas. Não creio que tenha atração suficiente mesmo com meus amigos para celebrar meu aniversário, isso se eles me consideram amigo, porque não sei. Vão achar que estou exagerando, que estou me lamentando (aliás, que vá a merda quem pensa assim), mas sei lá, eu sinto isso. Na minha útima tentativa de fazer uma festa teve gente que faltou pelos motivos mais bobos possíveis, e eu gostaria de que ao menos fossem me ver. Bem, não dá pra se ter tudo o que quer.
E se tem uma coisa que eu sempre quis mas que nunca me fizeram é uma festa surpresa de aniversário. Eu nunca tive, e sinceramente, acho que ninguém se daria ao trabalho... E agora nem adianta tentarem! Se alguém pensou nisso agora já é tarde, hahahaha! Agora não vai me enganar... XD

Eu penso se esses que não gostam de aniversários não ficam felizes nem se receberem uma ligação ou festa surpresa, ou até mesmo receber um presentinho. Duvido muito. Eu fico feliz até se recebo um SMS, mas pensando bem, eu sou solitário ao extremo, então qualquer coisarealmente me alegraria... XD É que não entendo mesmo como pessoas que eu vejo ser tão queridas (mais do que eu) não gostarem da própria data de aniversário. Bem, se é de suas vontades, eu finjo que esqueci o aniversário de vocês! Mesmo assim, estarei desejando anonimamente as maiores felicidades, saibam disso...

...Mas se esquecerem o meu aniversario lhes encho a cara de bolachadas! ù.ú9

Pagode japonês??? Questões culturais à vista...

Nesta semana eu me deparei com o seguinte vídeo que foi divulgado no Twitter, apenas descrito como "o que acontece quando japonês tenta imitar brasileiro":



Sim, eis um grupo de pagode japonês.
Eu já tinha visto algo sobre música brasileira no Japão em um programa na Globo já faz algum tempo, não lembro qual. O programa mostrava uma mocinha cantando samba em nihongo e parecia se divertir muito. Mas nesse caso que lhes mostrei eu confesso não saber como reagir.
Ao ver a letra da canção no vídeo, devidamente legendado por eles, fiquei pensando se eles realmente cantavam aquilo a sério. O sotaque de português enrolado é compreensível, mas a letra é um absurdo de erros ortográficos. E numa completa verborragia ainda sobram pérolas chulas como "Eu sou galinha" ou "Mulher peituda" em uma outra canção. Achei, no mínimo, estranho. Não sei se seria uma gozação, mas eu acho difícil que eles tenham decidido se expôr assim apenas pra fazer graça, fazer algo tão depreciativo para si. Também pode ser dificuldade em aprender a língua (um disse no site que estudava português em uma escola! o.O) ou o letrista é um engraçadinho que decidiu rir da desgraça alheia. Mas em caso de dúvida decidi averiguar sobre o grupo, com ajuda do tradutor Google. XD
O grupo chamado Y-no aparentemente é muito fã de música e cultura brasileira. Mesmo. Eles tem um pequeno diário dentro de seu site oficial contando sobre a visita deles ao Brasil, mostrando passeios na Liberdade, degustação de feijoada, açaí e assistindo shows de pagode do Grupo Revelação que, junto como Grupo Fundo de Quintal e Art Popular, parecem ser suas bandas favoritas e inspirações. E dentre várias fotos eles parecem realmente gostar da nossa cultura, e gostar da música brasileira. A última atualização do site então me deixou apreensivo, onde eles diziam estarem agradecidos pelas visitas que este video acima conseguiu, agradeciam pelas visitas de brasileiros e agradeciam até mesmo quem não gostou. Ou seja, mais polidos impossível. E olha que piadinhas não faltam nos comentários, e com certeza eles já devem ter percebido isso.

samba

Como devem ter percebido, adoro esse intercâmbio cultural que acontece no mundo hoje. E o Brasil é supermiscigenado então é esperado que por aquit odas as nações, raças e tal, se deem bem. Em teoria isso até que acontece, mas não é tão perfeito assim... Sempre haverão gozações ou contendas.
E se vocês me perguntam se eu ri deles ou da música, eu respondo que não. Não mesmo. Até mesmo hesitei em escrever isto pelo fato que sei que mais engraçadinhos iriam procurar detoná-los nos comentários no melhor modo "CQC". Mas o que mais me deu pena foram manifestações do nível: "Ao menos eles fizeram um pagode melhor do que os que se ouve no Brasil".
Que engraçado... ¬¬ Eu não entendo essa criancice de se menosprezar samba. Eu cresci ouvindo samba e pagode, aliás, cresci ouvindo TODO tipo de música porque música é uma coisa que todo mundo aqui em casa ama. E é fato, a maioria hoje em dia que diz odiar samba na verdade nunca ouviu nenhuma das músicas mais antigas, da "época de ouro" em que muitos faziam sambas de verdade. E se nunca ouviram nada disso, porque acham que "ser cool" é ouvir Simple Plan, Rihanna, Britney ou - argh - Jonas Brothers (detalhe: nada brasileiro, porque "música brasileira não presta") como eles podem ter uma opinião? Eu ri com um carinha (otaku provavelmente) que escreveu algo como: "Odeio pagode. J-rocker forever!". Me pergunto se a criança entende mesmo japonês... Maioria dos otakus mal sabem o que as bandas falam nas letras. XD
Me repetindo, ouvia samba desde tenra idade porque, claro, sou de uma família negra. Natural que eu goste de musica negra. Mas sabe Deus porquê muitos se recusam a ouvir qualquer coisa iniciada com um tambor ou pandeiro, e se esquecem que muitas dessas músicas fazem parte de nossa História. O samba é um patrimônio cultural, quer queiram ou não. Será que esse povo já ouviu Alcione, Martinho da Vila, Leci Brandão e Jorge Aragão em tempos áureos? Conhecem João Nogueira, Luiz Ayrão, Beth Carvalho, D. Ivone Lara, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra? E que tal coisas anda mais clássicas como Demônios da Garoa, Cartola...?

Jovelina Pérola Negra
Esse álbum me traz tantas lembranças... Temos ele guardadinho aqui em casa, um clássico de fato. Só sabe quem ouviu.

Será que esse povo "rockero" sabe mesmo o que é música? Tem muito rock que é impossível de se entender... Tem muita música pop que a letra é pior do que um poema de uma criança do primário. Não é só pagode que é ruim. Aliás, nada na música é 100% ruim, nem 100% excepcional, ficar nessa de "panelinha de gêneros musicais" é patético. E eu não hesito em dizer, embora sei que alguns vão assumir que eu esteja vendo fio de cabelo em ovo, que grande problema do samba é que ele nunca foi "música de elite". É música de preto, de botequim. Ou seja, no fundo é isso: preconceito puro.

"...Madame diz que o samba tem cachaça
Mistura de raça, mistura de cor
Madame diz que o samba é democrata
É música barata sem nenhum valor
Vamos acabar com o samba
Madame não gosta que ninguém sambe
Vive dizendo que samba é vexame
Pra que discutir com madame?..."
Madonna

E eis que me deparo com esse vídeo, esse grupo... Esses japoneses que admiram nossa música mais que a nós mesmos, que só ficamos encantados com o que vem de fora (e a maioria sequer entende do que tais músicas tratam).  E que tipo de visão a gente passa detonando, tirando sarro deles no YouTube? Será que eles vão continuar com uma visão positiva da gente?
Sim, é uma pena que a letra das músicas sejam tão malfeitas, mas se me perguntarem se eu os acho desprezíveis ou ridículos, eu digo que não. Pelo contrário, acho louvável. Só mesmo um grupo de japoneses, mesmo que de um modo atrapalhado, pra apreciarem a manifestação cultural que esse país tem mas que todo mundo adora desprezar pra fazer pose de superior. Eles derrapam no português, não sei se é sério ou brincadeira, mas não muda o fato que ao mostrarem-se abertos a coisas novas e educados, nós é que acabamos sendo os burros.

"...E a gente chegou muito bem
Sem desmerecer a ninguém
Enfrentando no peito um certo preconceito
e muito desdém
Hoje em dia é fácil dizer
Que essa música é nossa raiz
Tá chovendo de gente
que fala de samba e não sabe o que diz
por isso vê lá onde pisa
Respeite a camisa que a gente suou
Respeite quem pode chegar onde a gente chegou..."
Beth Carvalho

MusicMonday: Being Boring

Pet Shop Boys Being Boring singlePet Shop Boys é um amor que eu tenho desde a infância. Mesmo antes de saber que o duo era "entendido" eu curtia pra caramba o som deles. Aqui em casa até mesmo tem um single deles.
Essa música então tem um grande significado pra mim. Além do clipe maravilhoso (o início desse vídeo é algo IN-DES-CRI-TÍ-VEL! XD) drigido pelo famoso fotógrafo de moda Bruce Weber, a letra de Being Boring fala sobre aquele sentimento melancólico ao se lembrar de bons momentos que passamos com pessoas queridas que, infelizmente, se acabaram. Pra mim então é difícil de lidar com essas coisas. Eu já dediquei essa música a pessoas que estão distantes, e estou aqui, dedicando de novo, homenageado tempos que infelizmente não vão mais voltar. Coisas da vida. =)

PS: Quem não lida bem com nudez masculina favor não ver o vídeo. ;)

Pet Shop Boys - Being Boring

"Me deparei com umas fotos antigas escondidas
E convites para festa adolescentes
"Vista-se de branco", dizia um deles, com citações
Da esposa de alguém, uma escritora famosa
Nos anos 20

Quando se é jovem, encontra-se inspiração
Em qualquer um que um dia tenha partido
E aberto uma porta que se fechava
Ela disse: "Nós nunca nos sentíamos entediados"

Pois nunca nos sentíamos entediados
Tínhamos tempo demais a nosso favor
E nós nunca nos sentíamos entediados
Nos vestíamos e brigávamos, pensávamos bem e nos remediávamos
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim

Quando fui embora, parti da estação
Com uma mochila e um pouco de trepidação
Alguém disse: "se voce não for cuidadoso
Não sobrará nada e nada com que me importar
Nos anos 70"

Mas me acomodei e olhando adiante
Meus sapatos repousavam no alto e eu tinha me dado bem
Eu tinha disparado através de uma porta que se fechava
Eu nunca me encontraria me sentindo entediado

Pois nunca nos sentíamos entediados
Tínhamos tempo demais a nosso favor
E nós nunca nos sentíamos entediados
Nos vestíamos e brigávamos, pensávamos bem e nos remediávamos
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim
Ficávamos sempre esperando que, ao olhar para trás
Pudéssemos sempre contar com um amigo

Agora eu sento junto a rostos diferentes
Em quartos alugados e lugares estrangeiros
Todas as pessoas que eu beijava
Algumas estão aqui e algumas estão ausentes
Nos anos 90

Nunca sonhei que eu chegaria a ser
A criatura que sempre pretendi ser
Mas eu pensava, apesar dos sonhos
Que você estaria sentado em algum lugar aqui junto a mim

Pois nunca nos sentíamos entediados
Tínhamos tempo demais a nosso favor
E nós nunca nos sentíamos entediados
Nos vestíamos e brigávamos, pensávamos bem e nos remediávamos
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim
Ficávamos sempre esperando que, ao olhar para trás
Pudéssemos sempre contar com um amigo

E nunca estávamos entediados
Nós nunca estaríamos entediados
Porque nunca estávamos entediados
Nós nunca estaríamos entediados..."

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça. ^^


Saint Seiya para gays, Darth Vader com seios (18+)

Uma notícia antiga, já comentada aqui e aqui, mas que eu gostaria de comentar.
Pra quem ainda não sabe, Os Cavaleiros do Zodíaco, ou Saint Seiya pra quem preferir, será adaptado para um show com strippers masculinos numa boate gay de Recife.
Segundo a fonte oficial o evento "conta com sete personagens, entre eles o herói da saga, o cavaleiro Seiya e a deusa Athena. Para esses papéis foram escalados o dancer Rick Bambino e a bela Valentine. A eles se juntam os personagens Kamus (Felipe Prado), Saga (Allan Brazil), Ikki Fênix (Marley), Máscara da Morte (Kawan Nascimento) e Shiryu (Felipe Parck)", que "o elenco vai exibir o figurino luxuoso inspirado na saga, mas em vez de lutar, todos vão dançar e muito".

Saint Seiya yaoi
"Se joooooooooga!" ;D

O texto ainda tenta terminar num tom pacífico, ou algo do tipo, falando que "os fãs não vão se incomodar com um show voltado para o público gay, já que eles sempre acharam que o personagem Afrodite de Peixes é homossexual por seus traços femininos e sua tática de usar rosas mortais ao lutar. Outro cavaleiro, o Shun de Andromeda, também é famoso por rumores quanto a sexualidade, já que usa uma armadura rosa". Sempre o Shun, hahahaha... XD

Enfim, para os fãs de Saint Seiya a notícia foi um verdadeiro bas-fond. Já as fujoshi encararam com  incrível senso de humor. Convenhamos, fãs de yaoi vivem imaginando casais em Cavaleiros do Zodíaco - em qualquer obra realmente - então creio eu que a maioria se divertiu também ao imaginar tal show. A ideia de um show de striptease do Seiya e companhia é tão chocante que não há como não rir imaginando. E percebo que há bastante curiosidade para conferir. Também creio que muitos se divertiram ao imaginar a reação do povo fã de Cavaleiros que odeia essas adaptações yaoi lendo tal notícia. Eu pelo menos ri bastante com isso. XD
Entendo também que os fãs não gostariam de ver sua obra tão modificada assim, eu sou meio xiita em relação a adaptações de obras que curto, mas essa história chegou em outro nível... É claro, muitos estão odiando é ver sua "obra imaculada" associada a algo gay, portanto não pensam duas vezes em despejar sua homofobia em comentários, o que não é justificável de maneira alguma.

Por conta disso, acabei descobrindo outra adaptação de uma obra famosíssima em um show de strippers, e que foi divugada poucos dias antes da notícia do show dos Cavaleiros. Check it out:

Clube de Los Angeles tem striptease com personagens de 'Star Wars'

O clube Bordello, em Los Angeles, na Califórnia (EUA), transformou-se no último no sábado na cantina Mos Eisley, bar da saga "Star Wars", e apresentou um striptease no qual as dançarinas usavam roupas dos personagens da série, como os soldados do império, Darth Vader, C-3PO e a Princesa Leia, segundo a reportagem da revista "LA Weekly".

Fonte: G1

Star Wars C-3PO
"Oh my!!!..."

Este que vos fala quase rolava pelo chão de tanto rir ao ver o striptease do C-3PO. Momento 01:04 do vídeo, não percam:



Mas com isso não evito questionar se a reação dos Star Wars nerds ao ver as moçoilas foi tão inflamada quanto o anúncio do show de Cavaleiros... Dois pesos e duas medidas? Alguém arrisca?

Finalmente! Saiu o trailer de Tekken!

Gamemaníacos, eis que surge o primeiro trailer da adaptação em filme do game Tekken!

A história se passa em 2039. As guerras mundiais destruíram boa parte da civilização e os territórios já não são mais controlados por governos, mas sim corporações, e a mais poderosa chama-se Mishima Zaibatsu, que é a responsável pelo torneio chamado Iron Fist Tournament - ou Tekken - em que o vencedor ganha glória e fama por toda a vida, então é comum que os lutadores se degladiem até a morte. E é claro, esse torneio é um modo de distrair as massas das verdadeiras intenções da corporação.
Jin Kazama (interpretado pelo dublê Jon Foo em seu primeiro papel como ator) decide entrar no torneio para vingar a morte de sua mãe, que ele acredita ter sido culpa do dono da Mishima Zaibatsu, Heihachi Mishima (Cary-Hiroyuki Tagawa, que curiosamente também interpretou o vilão do filme Mortal Kombat, Sheng Tsung). Para chegar perto de Heihachi Mishima e matá-lo, ele precisa ganhar o torneio, mas durante essa jornada ele acaba descobrindo coisas de seu passado...



Felizmente, o trailer não me decepcionou. Não fiquei surpreso além do normal, mas achei que talvez esse filme seja uma boa surpresa para este ano. Parece-me que adaptações cinematográficas de jogo só saem boas se tiverem um toque independente. Afinal, só Hollywood pra contratar rostos tipicamente americanos para interpretar prsonagens chamados Goku ou Kyo Kusanagi... E acreditar que o público engole isso.

Pontos positivos:
  • As lutas parecem decentes. Nao vi exagero no uso de cabos, nem ações mal coreografadas, o que é comum nessas adaptações... Ao ver o anúncio "Raven X Eddy Gordo" eu babei!...
  • A adaptação segue o game o máximo possível. As roupas estão praticamente iguais.
  • Yoshimitsu! *¬*

Pontos negativos:

  • A maquiagem de Heihachi Mishima tá meeeeio mal feita...
  • Christie Monteiro branca??? Por ora esse foi o maior vacilo da produção. Só quero ver como a capoeirista brasileira será retratada... *se preparando para enfrentar estereótipos*
  • O cabelo do Jin Kazama não está espetado... Estarei exigindo muito ao reparar isso? XD

Como alguns disseram em sites e fórus por aí, o filme lembra muito o velho e divertido filme de Mortal Kombat.
Agora difícil é entender que Tekken não arrumou mesmo distribuidor nos Estados Unidos. O trailer só saiu porque uma distribuidora britânica pegou o filme. Não entendo essa resistência dos empresários americanos. Pelo que vi o filme tem um potencial maior que Street Fighter: A Lenda de Chun Li e de seu maior "rival", a adaptação de King of Fighters que pra mim já nasceu fracassada.
Mesmo sendo um flme independente, sem "estrelas" nos papéis principais, acho que o filme teria fôlego para exibição em algumas salas, um lançamento limitado, mas nem isso. Não entendo, e não entenderei.
Só espero que algum distribuidor brasileiro o lance por aqui!...

Tekken

Pra não dizer que não falei do Big Brother...

Para quem já torceu o nariz ao ler o título: calma, serei breve!

Big Brother Brasil

Pois é, novo ano, um novo Big Brother Brasil... E a batalha da vez no Twitter agora é: FÃS DE BBB X HATERS DE BBB e claro, achei bom colocar minha posição antes que queiram meu pescoço por twittar alguma coisa...
Sim, eu detesto o Big Brother e não, não é porque eu acho que retratam as mulheres de forma vulgar, porque é falso, porque o Pedro Bial é chato, patati, patatá... É porque - pasmem - eu não gosto! =D
Sinceridade, é pura e simples questão de gosto. Acho chato. E não é só Big Brother, também não curto A Fazenda, nem gostava de A Casa dos Artistas. Acho que o estilo "confinamento" não me agrada.
Sei que virou moda desprezar Big Brother pra se mostrar cult, mas no meu caso não não é intelectualismo fake. Eu amo America's Next Top Model, hello???? Adoro ver modelos matando umas às outras... XD
Torço sinceramente que a Dimmy ganhe o programa, mas nem por ela assisto. Tentei e não deu. Ao ver o povo deitado à beira da piscina conversando eu tenho sono, sério.
Escrevo isso pra avisar que não condeno quem assiste, nem quem não assiste. Sou indiferente. Então nem tentem me incluir nesse mimimi que acontece no Twitter toda vez que começam a exibir o programa. Acho um porre receber trezentos tweets sobre o que anda acontecendo na casa, mas também não vou ficar twittando mil vezes seguidas o quanto odeio Big Brother, o que também é um saco de receber. Pra piorar, agora recebo tweets de gente se degladiando. De um jeito ou de outro, todo mundo está falando do programa, e a Globo só agradece! XD Então pra quê ficar nessa de guerrinha? Não gostou, faça que nem eu: durma.
O recado é esse: gosto não se discute. Respeitem-se!

Me, myself and I...

Futuramente eu mudarei de quarto e eu comecei a estudar algumas ideias e dicas para decoração. Não creio que viverei muito tempo aqui em casa, mas até lá porque não viver com estilo né? XD
Daí pensei em um dos meus sonhos: a casa própria. Sempre quis morar num lugar em que eu mesmo planejasse, decorasse. Não quero coisas muio ostentosas, mas queria morar num lugar bonito, que parecesse confortável e que, de quebra, me inspirasse a trabalhar. Existe algo melhor do que morar com uma janela gigante mostrando uma bela vista panorâmica da cidade? As casas do bairro onde eu moro são tão coladinhas, estreitas, acho um horror. Sem falar que minha família "adora" decoração: minha avó enche a casa de flores velhíssimas de plástico e seus filhos, sem coragem de comprar casas próprias decidiram criar uma favela no quintalda casa da mãe deles. Pra isso desmataram muito do que tinha aqui, e tem tanta cobertura cimentada que nem consigo ver as árvores do bairro (paisagens realmente me inspiram!).



Já colecionei muitas fotos, tinha até algumas revistas de decoração... Embora a maioria dos designs das revistas são absurdamente impossíveis de serem feitos por alguém de classe média baixa, elas serviam de inspiração. Não tenho nada contra substituir uma coleção de jantar banhada à ouro por peças comuns... Enfim, gostaria de ter uma casa legal.
E enquanto via fotos pensava no quão legal seria ter um quarto bacana pra fazer reuniões de amigos! Eu já fui em algumas e acho tão divertido... Daí eu pensei: "É, mas sempre que eu tento fazer essas reuniões nunca dá certo... Ninguém aparece".
Tá, ninguém não, alguns poucos apareceram. Mas se comparar com os encontros organizados por outros é até vergonhoso. No meu aniversário - meu aniversário - em um ano passado tantos faltaram que eu fiquei super puto espantado. E ainda teve quem achou graça por eu ter me mostrado decepcionado depois quando eu falei no meu extinto fotolog que eu não me sentia importante entre meus amigos. Desculpe se eu sou sensível demais... Mas enfim, o que eu posso fazer? Não nasci mesmo pra ser pop.
Sempre sozinho.
Estudava sozinho.
Comia sozinho.
Passeio sozinho.
Vou ao cinema sozinho.
Vou à festas sozinho.
Danço sozinho.
Às vezes até mesmo converso comigo mesmo. Sempre, sempre sozinho.
Com isso tudo martelando na cabeça, cheguei a uma conclusão dolorosa: "Do que adianta eu ficar querendo uma casa bonita se ninguém vai ver?".


Fonte: DigsDigs

Expandindo o assunto para as companhias afetivas (leia-se namoro, casamento etc e tal) a coisa me chateia ainda mais. Se você percebeu, o número de anúncios para apartamentos de solteiros cresceu, e como! Antes as pessoas desejavam casa própria para começar uma família. E o pior é que no mundo gay hoje viver com luxo é O ideal para se viver feliz. Seja bonito, corpo sarado, tenha uma casa divina... Viver com alguém? Pra quê se você tem tanto "sucesso". "Viva sozinho, mas viva num duplex!".
Sendo sincero, às vezes lutar contra o que o mundo joga pra cima da gente cansa. Muito. Não vejo como alguns se satisfazem com dinheiro, fama, roupas caras, um corpo sarado. Eu imagino do que adiantaria se eu me adaptasse ao "jogo" sendo que isso não diminuiria minha solidão.


Fonte: DigsDigs

Mas minha maior frustração não é ser tão popular quanto alguns amigos meus. É que simplesmente não vejo sentido em querer construir uma coisa sem ter alguém pra partilhar. E sabendo que na minha vida as coisas acontecem assim, e VÃO SEMPRE acontecer assim, não me preocupo mais em mudar Já aceitei. Estou aqui de passagem. Não tem explicação, as coisas pra mim são assim. Pronto. Ruim é aguentar esse sentimento que sempre vem à tona quando vejo essas fotos ou quando tenho planos... Já sei que não terá ninguém ali além de mim.



Pronto, desabafei. Em cinco segundos voltarei à programação normal, fingindo interesse em "crescer na vida". Cinco, quatro, três, dois...